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Exclusivo. Márcia pediu ração em vez de prendas e doou tudo a Figueiró dos Vinhos

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Márcia Costa, da freguesia de Oriz São Miguel, Vila Verde, doou 1200 quilos de ração animal para os cães do albergue de animais de Figueiró dos Vinhos.

A jovem vila-verdense deslocou-se esta quinta-feira à zona afetada pelos grandes incêndios de Pedrógão, com um grupo de três amigos que partiu de Vila Verde, e fez a entrega pessoalmente, no abrigo Pegadas e Bigodes, onde cerca de meia centena de cães estão recolhidos.

A ideia surgiu antes do trigésimo aniversário de Márcia

“Fiz uma festa de aniversário e pedi para que trouxessem ração animal em vez de prendas”, contou a jovem, elogiando a “forte adesão” à ideia. “Juntámos uma tonelada de ração”, acrescentou. Não satisfeita com a tonelada, e durante a viagem que o Semanário V acompanhou, Márcia comprou mais 200 quilos de ração para juntar à doação.

O namorado Paulo Mesquita e as amigas Salomé Pessoa e Celine Gomes acompanharam Márcia na viagem, que teve de ser feita em dois carros, dado o elevado número de sacos de ração em transporte.

Alimentos foram doados ao albergue Pegadas & Bigodes

Na freguesia de Aguda, em Figueiró dos Vinhos, Diniz Fernandes esperava o grupo vindo de Vila Verde. O responsável pelas adoções de animais e pela logística dos mantimentos do albergue partilhou um pouco dos momentos vividos na tragédia, e clarificou que houve “exagero” com notícias vindas a público de que um terço dos animais daquela zona tinha morrido.

“Alguns cães fugiram com o fumo e andaram uns dias fora da zona, mas acabaram por voltar. Há apenas registo de um cão desaparecido em Figueiró dos Vinhos, mas não sei a situação de Pedrógão Grande em concreto”, disse Diniz Fernandes ao V.

Grupo visitou Estrada da Morte em homenagem às vítimas

O grupo visitou a EN 236-1,  onde morreram 33 pessoas encurraladas pelo fumo e pelas chamas. A estrada, agora perdida entre o negro da floresta e o cinzento do asfalto, vai ganhando vida com o verde dos coletes dos trabalhadores que vão requalificando o que ficou destruído.

Diniz Fernandes, emocionado, garante que “nunca ninguém no país se vai esquecer disto, e se outros incêndios houveram de grande dimensão, todo o dramatismo vivido neste incêndio pode ser pedagógico, para que percebam de uma vez que é preciso apostar na prevenção para evitar a tragédia”.

(Notícia em destaque na próxima edição do Semanário V, a 12 de julho nas bancas)

 

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