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Ambiente. Escaravelho vermelho faz mais uma vítima na Vila de Prado

Fernando André Silva

Uma queda de árvore – uma palmeira – bloqueou o passeio para pedestres na Av. do Cávado, na Vila de Prado, ao início da noite deste domingo e assustou alguns transeuntes que passavam no local para além de ter danificado uma viatura.

O alerta foi dado por moradores, pelas 18:36 horas desta tarde com os Bombeiros de Vila Verde a deslocarem-se ao local, em frente às instalações da Junta de Freguesia, com uma equipa de quatro homens para proceder ao corte da mesma, de forma a não obstruir o passeio.

O tronco ficou confinado e selado em local de estacionamento até uma equipa do Município proceder à sua remoção.

Segundo fonte das operações, não há qualquer dano humano a registar para além da “morte” da palmeira.

A GNR de Prado tomou conta da ocorrência e selou o local.

Ao que tudo indica, a queda deve-se à praga do “escaravelho vermelho”

A Vila de Prado tem vindo a perder várias das centenárias palmeiras espalhadas um pouco por toda a vila, devido à praga do escaravelho veremelho (rhynchophorus ferrugineus).

Há precisamente dois anos (outubro de 2015), o Município de Vila Verde procedeu à tentativa de resgate de palmeiras em Prado e em Pico São Cristóvão, mas sem sucesso.

O abate destas palmeiras gerou desconforto na população que as preferia ver preservadas ou substituídas ao invés de simplesmente desaparecerem da paisagem pradense.

Este pequeno escaravelho tem atacado em Portugal vindo da Polinésia depois de entrar pelo Norte de África e, há precisamente dez anos, ter chegado ao Algarve.

O escaravelho vermelho é hábil a esconder os seus vestígios, apesar do tamanho (mede entre 1,5 e 4,5 cm) e as palmeiras raramente exibem sinais de enfermidade.

Na verdade, numa palmeira sem sintomas chegam a encontrar-se 1500 a 2000 casulos de escaravelho.

“Nunca asseguramos que uma palmeira não está doente. Dizemos que está sem sintomas visíveis“, disse em 2014 Carlos Gabirro, da Biostásia, empresa especializada no combate à praga do escaravelho, contratada por várias câmaras do país quando esta “praga” surgiu em força.

O rhynchophorus ferrugineus come vorazmente as palmeiras, afeta os tecidos tenros e pode afetar os tecidos que produzem as folhas das palmeiras.

Quando isso acontece, este tecido morre e as palmeiras acabam por apodrecer quer no seu interior, quer na base, e as palmas acabam por cair.

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Fernando André Silva

Jornalista