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Turismo. Destino Ribeira do Neiva e o planalto do Monte Oural

O Oural é uma depressão onde nasce o rio Neiva. A sul as terras planas onde assenta a urbe da Ribeira do Neiva, que é abraçada pelos montes de S. Miguel-O- Anjo e o da Cheira.

O cabeço do Oural, onde estão colocadas as antenas da rádio, é o sítio ideal para se apreciar toda a paisagem envolvente, onde ao longe se entrevê já parte da serra do Gerês, com uma disposição ideal para a contemplação.

O rio Neiva, sua água sinuosa torna as terras ornamentadas de pinhais, e de longe a longe, se vê pescadores, não tantos como outrora, de cana em punho. O vale da Ribeira por onde andou Sá de Miranda, com as suas moradias solarengas, com destaque para o Solar da Madalena, em Pedregais, que é uma fonte atrativa, por quem passa por estas bandas.

O planalto do Monte Oural é um convite para verem a beleza da paisagem no cimo do monte ou na nascente do rio Neiva. Ouvir o sussurro das suas águas, das suas lendas e mistérios, e visitar as memórias da história de homens e mulheres da Ribeira do Neiva, saliente nos seus costumes, no seu artesanato ou na sua gastronomia.

Numa manhã enevoada, onde o vapor de água condensada sobre a terra, impede de ver muito longe, o vale da Ribeira acorda e espreguiça-se muito lentamente. Sente os raios de Sol a tentar furar o manto espesso de nevoeiro a tocar e acordar cada pedra, cada vestígio de vida.

O perfil granítico dos recortes abruptos de todos os montes que rodeiam a Ribeira, é majestoso como acontece no Oural, no ponto de mais altitude, que possui miradouros naturais de grande fotogenia.

Texto: Augusto Faria

Serra do Oural

Sabe-se que a Serra do Oural, que abrange os concelhos de Vila Verde, Ponte de Lima e Ponte da Barca, tem o seu topónimo a derivar do fato de nela terem existido minas para a exploração de ouro. Como se confirma no livro “O Minho Pitoresco” de José Augusto Vieira, que lembra que segundo a tradição, no sítio chamado a Tina de Ouro, os árabes fizeram escavações do “precioso”.

Ainda, à volta de topónimos, o lugar de Mamua alerta para o fato de, no passado, aí existirem uma ou mais mamoas, seja, há uma relação ancestral, com uma utilização castreja que aí tinha as suas culturas megalíticas.

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