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Ivo Santos: “Senti um golpe no pescoço e vi sangue por todo o lado”

Fernando André Silva

O capitão do Aboim Atlético Clube (AC), da 1.ª divisão da AF Braga, foi suturado com 15 pontos na zona da boca depois de ter sido esfaqueado ontem por um colega de equipa depois de um treino, pelas 22:00 horas no campo Fonte Perdiz, em Vila Verde.

Segundo apurou o V junto de Ivo Santos, jogador ferido, o ataque deu-se pelas costas dentro do balneário com uma lâmina de sete centímetros, e sem motivo aparente por parte do defesa-esquerdo, Hélder Santos, que é Bombeiro profissional em Ponte da Barca.

“Fizemos um jogo treino e os jogadores que perderam tinham de dar uma volta ao campo”, explicou Ivo Santos, indicando que “o Hélder recusou-se e dirigi-me ao balneário para lhe dizer que havia uma probabilidade de ser excluído do próximo jogo pelo treinador Rui Magalhães”.

Segundo o capitão, “ficou tudo esclarecido, mas quando menos fazia prever, senti uma gravata no pescoço e um golpe que deixou o balneário cheio de sangue”.

Ivo foi transportado para o Hospital de Braga com um golpe no lado esquerdo do lábio, sendo suturado com 15 pontos, enquanto Hélder Santos foi identificado no local pela GNR de Vila Verde, apresentando inclusive a arma do crime, que tinha atirado para o relvado depois de do ataque.

O capitão formalizou queixa na GNR e foi esta tarde examinado no Instituto de Medicina Legal que fez a perícia para avaliar a extensão dos danos.

Pedro Rodrigues, presidente do clube, avançou ao V que o jogador em questão está proibido de entrar nas instalações do clube e que já lhe foi comunicado que o clube não conta mais com ele para o restante campeonato.

Ao que o apurou V, o agressor já tinha sido suspenso durante seis meses do campeonato distrital de Futsal de Viana do Castelo, por agressões a um árbitro.

Hélder Santos manifestou tristeza pelo ato cometido. “Estou muito triste e arrependido do que aconteceu. O Ivo é uma excelente pessoa e um grande capitão”, referiu o agressor, indicando ainda que colaborou com a GNR para encontrar a arma do crime. “Não sei o que aconteceu. Usei a navalha de forma a intimidar alguns colegas que se aproximavam de mim, depois não me lembro o que aconteceu” referiu Hélder Santos.

A vítima, segundo o Ministério Público, referiu que para haver acusação a lâmina teria de ter mais de 10 centímetros. O caso está entregue à GNR.

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Fernando André Silva

Jornalista