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Corrupção. Rui Silva acompanha António Vilela como arguido no caso da EPATV

Fernando André Silva

O presidente da concelhia do PSD de Vila Verde e deputado na Assembleia da República, Rui Silva, foi constituído arguido no âmbito do processo de venda da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), fazendo agora “companhia” aos outros dois arguidos, António Vilela, presidente da Câmara, e João Luís Nogueira, diretor do estabelecimento de ensino.

Segundo avança o jornal Correio da Manhã, o deputado foi ontem à tarde constituído arguido no mesmo processo que levou à detenção de António Vilela e de João Luís Nogueira, em fevereiro deste ano, pelos crimes de prevaricação, corrupção e abuso de poder.

Falta ainda saber se a constituição de Rui Silva como arguido se deve às funções que desempenhou como vereador da Câmara de Vila Verde ou por ter sido presidente do Conselho de Administração da EPATV.

O Ministério Público achou estranha os moldes do negócio relativo à alienação da EPATV, como o capital social de empresa que a comprou ser relativamente baixo ou de supostos três milhões de euros proveniente do negócio que estavam por explicar. E terá sido por causa dessa quantia que as suspeitas se levantam sobre António Vilela e Rui Silva.

Segundo o Correio da Manhã, o deputado viu a imunidade parlamentar ser levantada ontem para que fosse constituído arguido.

A juíza de Instrução Criminal libertou António Vilela e Nogueira, mas proibiu-os, na altura, de contactar Rui Silva, que foi logo apontado como suspeito na investigação.

O Semanário V tentou contactar Rui Silva, mas sem sucesso.

António Vilela viu medidas de coação ser levantadas mas continua arguido

António Vilela, recentemente reeleito edil do Município de Vila Verde, continua constituído arguido no processo de venda da EPATV. O presidente da Câmara mantém-se sob investigação da Polícia Judiciária, a par de João Luís Nogueira, diretor da escola e, agora, Rui Silva, deputado do PSD.

As medidas de coação de António Vilela e João Luís Nogueira foram levantadas automaticamente antes das últimas eleições por prescrever os seis meses impostos pela juiza, mas continuam ambos arguidos no mesmo processo.

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Jornalista

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