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Braga. Alteração de estatutos da Braval “aqueceu” Assembleia Municipal

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Fernando André Silva

A alteração de estatutos da empresa intermunicipal Braval exaltou ânimos durante a última Assembleia Municipal de 2017, realizada esta sexta-feira à noite, no edifício do IPDJ, em Braga, com Rui Morais, administrador executivo da Agere, a ver aprovada a sua nomeação como principal administrador da Braval.

A proposta apresentada pelo executivo de Ricardo Rio, com apoio do PSD e do CDS-PP, teve grande contestação por parte da bancada da CDU, que aponta um “prémio de compensação” oferecido pelo executivo liderado pela edil a Rui Morais.

Bárbara Barros, eleita pelos comunistas, questionou mesmo Ricardo Rio se “nos últimos quatro anos da Agere apresentam assim resultados tão positivos”, para motivar a passagem de Rui Morais para a empresa de gestão de resíduos sólidos.

O presidente da Câmara acusou os comunistas de “aproveitamento político” sobre a situação, indicando que Rui Morais “teve um trabalho excelente enquanto administrador da Agere” e que promoveu a redução de custos da tarifa da água. O edil bracarense argumentou ainda que não fazia sentido a empresa ser administrada por um funcionário e não por um administrador.

Pedro Machado, sobrinho de Mesquita Machado e diretor-geral da Braval, que até agora desempenhava funções de administrador, perde assim todos os poderes executivos naquela empresa.

Orçamento aprovado

O orçamento e as grandes opções de plano foram aprovadas sem surpresa, durante a mesma assembleia, com votos a favor do PSD, CDS-PP e da maioria dos presidentes de junta presentes. O Bloco de Esquerda absteve-se enquanto PS e CDU votaram contra. Juntas de Gualtar e Ferreiros/Gondizalves também optaram pela abstenção.

Segundo João Marques, deputado do PSD, este orçamento é “um passo na direção certa”. Já Pedro Sousa, do PS, aponta “incongruências políticas” no documento que aponta um aumento nos gastos dos combustiveis fósseis. O socialista lamenta também um alegado “desinvestimento” nas áreas da educação, proteção civil e desporto. Já o CDS-PP, através de Leonor Pizarro, elogiou a aposta no turismo, ambiente e cultura.

Bárbara Barros, da CDU, foi corrosiva com o edil, apontando semelhanças à gestão de Mesquita Machado.

“Este orçamento faz-nos lembrar os orçamentos de Mesquita Machado”, referiu, acrescentando que “no papel cabe tudo o que é e não é para fazer”.

Já o Bloco de Esquerda, através de António Lima, explicou a abstenção com um “mau sintoma”. “Não há alteração significativa no que respeita à obtenção de receita e à despesa que o mesmo suporta”, apontou.

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Fernando André Silva

Jornalista