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Junta da Loureira. “Morte por atropelamento agrava sentimento de revolta”

Atropelamento fatal na Loureira (c) FAS / Semanário V
Redação
Escrito por Redação

“Pela defesa do direito à vida”. É este o início do manifesto divulgado hoje em comunicado pela Junta de Freguesia da Loureira, do concelho de Vila Verde, na sequência do atropelamento mortal de Francisco Gomes, há precisamente oito dias.

No comunicado, assinado pelo presidente da junta, Pedro Dias, é referido que  “a população da freguesia da Loureira encontra-se num ambiente de grande consternação, marcada por uma revolta profunda, mas contida pelo sentimento de pesar pela morte de um nosso conterrâneo em mais um dos tantos acidentes que somos obrigados a assistir, impotentes, na Estrada Nacional 101”.

“O risco de morte é evidente e reconhecido por todas as entidades com responsabilidades na matéria, nomeadamente a Infraestruturas de Portugal, mas isso não é suficiente para alterar ou corrigir a situação de insegurança rodoviária, nomeadamente no fatidicamente conhecido cruzamento da Loureira e zona envolvente, de bermas e passadeiras degradadas”, alerta Pedro Dias, lamentando que “os alertas e apelos – alguns em tom de desespero”, não “surtiram efeito”.

“Pelo menos desde 2009, temos procurado alertar a Infraestruturas de Portugal e o Governo, assim como tem mobilizado Município, deputados dos diferentes partidos e as mais diversas instituições”, refere Pedro Dias, relembrando que “no último verão, foi anunciada a publicação em Diário da República do concurso público para a realização da obra de construção de rotunda no cruzamento da Estrada Nacional 101, ao Km 80+650, apontando a consignação e o início da obra para junho deste ano”.

“Para além de ter ficado de fora a intervenção na envolvente, nomeadamente ao nível das bermas, passeios e regulação da circulação de peões, sabemos que o concurso só no final deste ano estará concluído”, refere Pedro Dias.

“Isto agrava a desconfiança, o descrédito e sobretudo a revolta da população em relação ao Estado e às instituições públicas, nomeadamente no que toca às suas funções basilares, como é a defesa e a proteção da vida das pessoas – problema que é fundamental combater e contrariar, tal como alertou o Presidente da República na sua Mensagem de Ano Novo”, aponta o autarca, que alerta ainda para a “ausência de sinais que confirmem a prometida construção de rotunda”, para as passadeiras que “estão cada vez mais invisíveis”, e claro, para os “passeios e as bermas degradadas para desespero dos pais das crianças que todos os dias entram e saem dos transportes públicos de ligação à escola”.

“Lamentamos a insensibilidade e a impunidade de todas as instituições com responsabilidade de intervenção nesta matéria”, refere o comunicado.

Todos têm conhecimento do perigo que este cruzamento representa para as vidas humanas e que na semana passada se tornou tragicamente efetivo para um homem e pai de família que sempre foi um leal defensor da urgência de garantir condições de segurança neste troço da EN101.

“É por isso ainda mais inaceitável e revoltante que todos insistam numa atitude de absoluta irresponsabilidade, contra a qual a Junta de Freguesia da Loureira terá necessariamente de combater”, garante Pedro Dias, revelando que “hoje, muitos populares decidiram ‘inundar’ as linhas telefónicas da Infraestruturas de Portugal, como forma de protesto e alerta”.

Seguramente, estaremos na linha da frente a apoiar as medidas que a população da Loureira entender pertinentes para resolver de forma séria este problema, que é para nós um atentado a vidas humanas”, finaliza Pedro Dias.

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