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Tecnologia. UMinho e Bosch decisivas para moldar a condução do futuro

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Escrito por Redação

O Centro de Computação Gráfica (CCG), na Universidade do Minho, integra o grupo mundial que está a definir os padrões da interação do condutor com o ambiente e os sistemas de condução. As reuniões sobre o tema iniciaram-se este mês, prometendo afetar o quotidiano de milhões de pessoas em todo o mundo, nomeadamente na ergonomia em contexto automóvel e na condução autónoma.

Como é que a tecnologia se apresentará nos carros autónomos? Qual será a disposição do painel de instrumentação do automóvel para o condutor? Como é que o condutor se sentará no banco do veículo? Estas são algumas questões que exigem as melhores respostas e as aplicações mais eficientes para o utilizador. O CCG faz assim parte da Comissão Técnica de Ergonomia para veículos rodoviários, sob alçada da International Organization for Standardization (ISO), representando o país por indicação do Instituto Português da Qualidade.

“Estamos a moldar o futuro do setor, participando ativamente nas discussões internacionais para a aprovação de novas normas”, diz Carlos Silva, que coordena o laboratório de investigação aplicada “Perception Interaction and Usability” do CCG, em Guimarães. A principal norma em causa é a “ISO/TC 22/SC 39/WG 3”. “Estamos a cruzar conhecimentos para definir novas normas e melhorar as existentes, prestando inputs diretos na matéria para depois votar as alterações”, contextualiza o responsável. Aquele laboratório do CCG é conhecido pelo trabalho nas áreas de fatores humanos e usabilidade. Entre os seus projetos está o “HMIExcel”, que incidiu no ciclo de desenvolvimento e na produção de soluções multimédia avançadas para a indústria automóvel, em parceria com a Bosch Car Multimedia e a UMinho.

CCG faz 25 anos

O CCG está sediado no campus de Azurém, em Guimarães, e celebra os 25 anos de existência em 2018, dedicados à I&D nas áreas de computação gráfica, TIC e eletrónica. Nos seus feitos contam-se a criação dos primeiros sites da “Comboios de Portugal” e de um órgão de informação nacional (“JN”), do Oceanário Virtual da Expo’98, do projeto Macau Virtual, bem como de projetos como mesas multitoque, assistentes interativos para idosos, sistemas de reconhecimento facial e uma cabine de prova de roupa virtual. Os seus trabalhos foram distinguidos com o Prémio Descartes I.I. (Europa), o LAVAL Virtual (França) e na Conferência IPIN’15 (Canadá), entre outros. Os projetos têm tido múltiplos parceiros, desde a Disney ao Governo de África do Sul.

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