Amares

Política. Festival de papas deu “sarrabulho” entre PS e Câmara de Amares

O Festival das Papas de Sarrabulho de Amares decorreu no início da semana  no gimnodesportivo da EB 2,3 de Amares, mas ainda está na ordem do dia.

Pedro Costa, membro da oposição socialista na Câmara de Amares, veio tecer críticas à organização do evento, falando em “menor número de visitantes” e apontando o recinto da EB 2,3 de Amares como “não apropriado” e com “falta de condições” para receber o evento.

Em comunicado, os socialistas começam por referir que houve “uma ligeira perda de público em relação ao ano anterior”. “Um facto a que pode estar associada a redução de opções de estacionamento devido às obras de requalificação da Escola EB 2,3”, referem.

Esse é, aliás, o maior “constrangimento” que os socialistas apontam neste festival. Segundo Pedro Costa, “fica evidente que o estado de degradação do mesmo [pavilhão desportivo], não é apelativo, perde perante outros eventos mais convidativos e (…) não oferece condições para integrar na oferta concelhia os forasteiros que a Amares se desloquem”.

Segundo os socialistas, houve ainda queixas por parte da comunidade escolar por não poderem fazer educação física no local habitual, queixas pela degradação dos equipamentos escolares como as mesas e cadeiras utilizadas para o festival, e ainda o lixo que ficou no espaço contíguo ao recinto de aulas onde estava uma tenda do festival.

Pedro Costa finaliza a pedir um “novo ciclo” para o Festival das Papas de Sarrabulho, através da criação de uma comissão para avaliação do mesmo.

No entanto, Manuel Moreira, presidente da Câmara de Amares, considera que o local escolhido para o festival “não representou nenhum constrangimento”.

Em nota à imprensa, relativo a balanço do festival, o autarca começa por dizer que “apesar das preocupações que tínhamos pelo facto da EB 2,3 de Amares estar em obras e poder constituir algum entrave a verdade é que sentimos que não representou nenhum constrangimento porque foi criado estacionamento alternativo e a afluência de visitantes não foi afetada”.

O autarca reconheceu que o sucesso, distinção e qualidade de mais uma edição se deveu ao contributo de uma série de pessoas, desde colaboradores do Município, restaurantes, expositores, artesãos e produtores locais, patrocinadores/parceiros/entidades/associações, grupos de animação e visitantes.

O autarca amarense lembrou, ainda, que o evento teve como finalidade promover a gastronomia e as atividades económicas do concelho, nomeadamente os produtos da terra e o artesanato que contaram com um lugar de destaque.

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