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Vila Verde. Já chegou a nova Volvo para combate a incêndios florestais

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Mais segurança para os operacionais. Maior conforto. E maior capacidade de resposta no terreno durante incêndios de grande dimensão. Estas são algumas das “prendas” que os Bombeiros de Vila Verde (BVVV) recebem com a chegada do novo Veículo Florestal de Combate a Incêndio (VFCI).

Chegado hoje ao quartel dos BVVV, o novo veículo tem uma capacidade superior de armazenamento de água (3800 litros) e mais 300 para assegurar a segurança do próprio carro.

Luís Morais, segundo-comandante da corporação, mostra-se satisfeito com as caraterísticas da viatura, sobretudo a nível de segurança.

“Esta viatura traz mais segurança para os operacionais”, refere. “A tecnologia que vem no carro, quer a nível de estrutura quer a nível da máquina, não são só as que estão nas normas da ANPC como garante que fomos mais longe”, diz Luís Morais.

“Fomos tão longe que a cabine permite, e é uma das minhas preocupações, que os elementos tenham mais conforto, não se sintam acanhados dentro da cabine. Nesta podem estar de pé e os bancos são mais confortáveis”, aponta.

“A cabine é inteiramente pressurizada, o que significa que em caso de risco, os elementos, para além de estarem protegidos por aspersores que estão a toda a volta da cabine para fora, dentro da cabine os operacionais vai reSpIrar um ar limpo durante o momento em que estiverem mais próximos do fogo”, refere Luís Morais.

Carlos Soares, Técnico Comercial ligado à Auto-Sueco, representante da marca, crê que esta viatura responde às necessidades de um concelho tão extenso e com áreas complicadas de floresta, no que toca a acessos.

Segundo o responsável, a viatura foi modificada durante os últimos meses para que reunisse as características pedidas pelo quartel vila-verdense, e tem uma potência superior aos restantes veículos disponíveis na AHBVVV. “A cabine tem dimensões mais contidas e pode entrar em sítios e outros, da concorrência, não permitem”, refere.

“Para além de uma proteção especial de rodas e de todos os fios, há ainda uma novidade no motor que permite uma tração mais eficaz para aceder a locais onde normalmente não se chegaria com outro tipo de carro”, aponta o comercial, indicando que “este tipo de veiculo, a circular, temos de momento cinco viaturas”.

Um dos motivos que levou à aquisição desta nova viatura, segundo a direção da AHBVVV, será assegurar a participação ativa no DECIF, algo que tem sido impossível por falta de meios. Em nota à imprensa, a direção aponta ainda um aumento de segurança para os bombeiros, um aumento no desempenho e eficácia de cada missão, reduzir o tempo de chegada ao teatro de operações,

Segundo a direção liderada por Carlos Braga, este novo veículo permite ainda contribuir para as metas de PNDFCI, aumento de resiliência do sistema nacional de proteção civil, a redução da superfície percorrida por incêndios florestais e, salienta a direção, “a redução de danos patrimoniais e perda de vidas humanas”.

Com esta viatura, é também pretendido pela AHBVVV atingir o dispositivo mínimo e assegurar o reforço do Sistema Nacional de Proteção Civil e Defesa da Floresta contra incêndios ao nível da adequação de meios que melhoram a operacionalidade do DECIF, aumentando a capacidade de resposta dos agentes nacionais, regionais ou locais, com competência de atuação em situações de emergência relacionadas com incêndios florestais.

Segundo a direção da AHBVVV, a aquisição desta viatura resulta de um projeto promovido pela própria AHBVVV e cofinanciado pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POUSER), pela UE e pelo programa Portugal 2020, com investimento de 149 mil euros, ao qual corresponde a comparticipação comunitária de 80% no valor de 119 mil e 200 euros.

A comparticipação externa teve um aumento de 10% do que o previsto em resutado da aplicação de uma taxa de majoração que os projetos apresentados em 2017 beneficiaram.

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