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Economia. Presidente da Bosch “satisfeito” por aumentar salários dos “crominhos” portugueses

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Fernando André Silva

Carlos Ribas, presidente executivo da Bosch Portugal, defende a revisão salarial dos quadros da empresa para manter os técnicos especializados, a quem chama de “crominhos”, que “nos estão a ser retirados”.

Durante uma conferência realizada no Porto e organizada por um banco, o representante máximo em Portugal da empresa alemã não se mostrou surpreendido com as revisões salariais das grandes empresas da área das tecnologias e engenharia, e garante ficar satisfeito por aumentar os salários ao final do mês.

“Eu fico muito feliz por isso [aumento de salários] porque significa que os nossos talentos são válidos não só em Portugal mas também noutros países, que estão a tentar caçá-los”, disse Carlos Ribas,apontando países como Inglaterra, Alemanha, Holanda, Áustria ou Liechtenstein.

Durante a conferência, na qual participou o secretário de Estado da Internacionalização, Carlos Ribas explicou que o mundo empresarial está “muito efervescente” e que os jovens trabalhadores qualificados, embora sejam “dedicados”, “mudam facilmente de um lado para o outro”, quando aliciados.

“Os nossos talentos, as nossas pessoas, os nossos crominhos [sic] por quem estou apaixonado – porque são excelentes profissionais e grandes talentos –, estão-nos a ser retirados. E nós precisamos muito de reter os talentos e as competências no nosso país para depois exportarmos cada vez mais”, vincou Carlos Ribas, apontando que “Portugal já não é conhecido por ser um país low cost”.

A Bosch emprega cerca de quatro mil pessoas no país e exporta 95% de toda a produção, em venda de mais de mil milhões de euros só em 2017, com as principais fábricas em Aveiro, Lisboa e Braga.

Recorde-se que a fábrica de Braga, especializada em multimédia automóvel, está a ser alvo de um investimento de 50 milhões de euros por parte da gigante alemã, depois do alargamento da fábrica em Aveiro. Esse investimento traduz-se em quase um milhar de novos postos de trabalho a criar progressivamente durante os próximos anos.

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Fernando André Silva

Jornalista