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Agressões em Vila Verde. Familiares dos detidos revoltados à porta do Hospital de Braga

Manuel Monteiro, tio dos dois jovens que foram ontem detidos e depois hospitalizados, após agressões com dois militares da GNR, no parque de estacionamento do PIngo Doce, em Vila Verde, passaram a noite junto ao serviço de urgências do Hospital de Braga e falam em “discriminação” por serem de etnia cigana.

Ao Semanário V, o familiar dos detidos diz que os sobrinhos “não estavam a fazer nada de mal”.

“Os meus sobrinhos saíram de Amares e foram levar o meu irmão ao Pingo Doce a Vila Verde e depois de saírem do carro, uma patrulha começou a pedir os documentos e empurrou um dos meus sobrinhos”, diz Manuel Monteiro, acusando ainda o Hospital de discriminação.

“Não nos deixam ver como eles estão, estamos aqui e parecemos espantalhos porque não nos respeitam”, diz, queixando-se ainda da presença da polícia. “E estão aqui estes polícias todos porquê?”, questiona.

Devido a estarem sob custódia policial, os dois jovens não podem ser acompanhados pelos familiares nas instalações hospitalares, o que levou a que um contingente de militares da GNR estivesse dentro do Hospital para evitar possíveis desacatos, uma vez que estavam presentes dezenas de familiares dos detidos.

Ao mesmo tempo, e devido a outra situação, dezenas de populares de etnia cigana, de Guimarães, concentraram-se no serviço de urgências, o que levou a um aumento do reforço policial por parte da PSP de Braga.

Recorde-se que os jovens, de 19 e 21 anos, foram detidos ontem à noite pela GNR de Vila Verde por alegado assédio, falta de documentação e por terem respondido com agressões à intervenção dos militares.

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