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Mobilidade. Governo vai ouvir proposta para ligar Braga ao sul de Vigo em comboio

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Escrito por Redação

O secretário-geral da Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças (RIET) disse hoje que a cooperação entre Portugal e Espanha no combate a incêndios é “urgente”, mas admitiu que criação de um centro conjunto coordenador das emergências não será este ano.

Em declarações aos jornalistas, à margem da assembleia-geral do Eixo Atlântico que decorreu hoje na Maia, distrito do Porto, Xoan Mao, que é secretário-geral quer desta entidade, quer da RIET, disse que “há anos que é pedida uma unidade central coordenadora de emergências, mas esta não é uma matéria de dias”.

Na assembleia-geral do Eixo Atlântico, também foi dada a conhecer a Agenda Urbana para a Eurorregião Galiza-Norte de Portugal, a primeira transfronteiriça da União Europeia.

Xoan Mao descreveu a agenda como “um instrumento de planificação” sobre “o conceito de pensar em global e atuar em local”, revelando que esta foi “debatida com mais de 400 agentes económicos, sociais, culturais e políticos da eurorregião”.

Na mesma linha, Alfredo García Rodríguez, autarca de Barco de Valdeorras, concelho da província de Ourense, Espanha, que sucedeu ao seu homólogo de Braga, Ricardo Rio, na presidência do Eixo Atlântico, destacou que esta agenda “é a primeira da Europa porque o Norte de Portugal e a Galiza estão a saber fazer os seus deveres de casa”.

Já em comunicado distribuído à imprensa após a assembleia-geral, o Eixo Atlântico dá conta de que aprovou um segundo pacote de infraestruturas que “complemente a linha do Minho já em obras ou em processo de contratação com prazo de finalização em finais de 2019 e as ligações pendentes na parte galega”.

De acordo com a nota, “este pacote prioriza a ligação Ferrol-A Coruña, a mais atrasada e com piores perspetivas de todo o Eixo Atlântico ferroviário e as ligações ferroviárias dos portos, como eixos principais na Galiza que complementem a saída sul de Vigo e o “T deitado”, Ourense-Lugo, Monforte-Palencia sobre os quais se tem vindo a trabalhar com ambos os ministérios há já mais de um ano”.

Já do lado de Portugal foi aprovado apresentar ao Governo a ligação de Braga ao ‘bypass’ com a linha do Minho, aproveitando o canal que permanece reservado para o comboio de alta velocidade, o que converteria Braga na estação de passagem para a Galiza em vez do atual fim de linha.

Também foi aprovado propor a ligação ferroviária da linha do Minho com o aeroporto Sá Carneiro, e a interligação da linha do Vale do Vouga com a linha ferroviária do norte com uma paragem no Europarque.

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