Braga Desporto

Braga. Ricardo Rio ‘corrige’ comunicado de António Salvador

Ricardo Rio
Fernando André Silva

Continua a polémica em volta da construção de um espaço para a autarquia na 2.ª fase da Cidade Desportiva de Braga, mesmo após a reunião entre Câmara de Braga e SC Braga.

Em causa está um espaço de 800 metros quadrados no futuro pavilhão multiúsos do SC de Braga, que nascerá da reconversão da inacabada piscina olímpica, paredes meias com o estádio, e que faz parte da segunda fase da cidade desportiva do clube.

Em comunicado divulgado esta tarde, os bracarenses questionam as “informações de documentos difundidos na comunicação social” relativos à construção do espaço a ser explorado pela autarquia na dita segunda fase daquela empreitada, estranhando que “tais documentos, internos à atividade do Município de Braga, possam sair da sua esfera”.

Os bracarenses alegam ainda que o documento recentemente aprovado pelo executivo municipal foi “elaborado sem conhecimento do clube”, refutando este qualquer “espaço de 800m2 dentro da 2.ª fase da cidade desportiva para usufruto do município”, como avança a autarquia.

O clube diz ainda que houve insistência ao longo dos últimos dois anos para que se chegasse e entendimento sobre esta obra, algo que não terá acontecido, sendo que o clube recusou assinar este último contrato por só ter sido informado do mesmo na véspera da escritura, não aceitando a acusação do município de “incumprimento”.

Já Ricardo Rio, que tinha respondida ontem que “alguma contrapartida o SC Braga teria de dar”, voltou hoje ‘à carga’ através das redes sociais. Num post no Facebook, o edil partilhou o comunicado do SC Braga, referindo “dois esclarecimentos simples”.

Segundo o edil, “todos os documentos que constam de deliberações municipais são imediatamente acessíveis por qualquer cidadão” e “os atuais órgãos municipais não deliberam nenhuma proposta que contenda com entidades terceiras que não tenha merecido a concordância prévia e expressa destas”, refutando assim as alegações do clube.

Apesar da discórdia ‘pública’, a reunião ocorrida ontem entre autarquia e clube acabou por ser saudada no mesmo comunicado dos bracarenses, devido ao “quadro de abertura e diálogo” resultante desse mesmo encontro.

“O SC Braga reitera que mantém com a Câmara Municipal de Braga um relacionamento cordial e respeitoso, compreendendo também que cada instituição defenda os seus interesses sem que tal obste à concretização do bem comum, neste caso a execução de uma obra reconhecida em Diário da República como sendo de Público Interesse Nacional”, refere o clube.

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Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista