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Vila Verde. Câmara indemniza popular por ataques de cães vadios

Cães errantes em Vila Verde (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

As matilhas de cães vadios que deambulam por Vila Verde já são um problema antigo, repescado agora após surgimento de novos ataques a populares, com a autarquia a confirmar indemnizações por ataques.

O assunto foi levantado em reunião de executivo, no mês de fevereiro, e mereceu uma moção por parte do Partido Socialista na última assembleia municipal, para além de um pedido de escalarecimento aos serviços municipais encarregues desse departamento.

O vereador do Ambiente, Patrício Araújo, avançou mesmo que já foi necessária a indemnização de um popular para suportar custos com um dos ataques.

Em email, os socialistas pediram esclarecimentos a António Vilela, no último dia de fevereiro, relativamente a estes ataques. Segundo os vereadores do PS, há “cada vez mais relatos de ataques de cães a pessoas que circulam a pé em Vila Verde”, sendo “um problema transversal a todo o concelho”.

Retratando o caso como um problema de saúde pública, os vereadores questionaram o presidente da Câmara acerca das medidas que tomou o município para resolver o problema, qual a capacidade total do canil e quantos animais estão lá alojados e se foi paga alguma verba a algum cidadão para cobrir custos associados a estes ataques.

Em resposta, o vereador com o pelouro do Ambiente, responsável também pelas questões relacionadas com animais, confirmou uma indemnização e apontou o canil como “lotado”.

Segundo Patrício Araújo, os animais “vadios e errantes, nomeadamente canídeos, são um problema que afeta o concelho de Vila Verde como um todo, e não só a sede do concelho em particular”.

No entanto, o vereador afiança que o município tem desenvolvido, “na medida das possibilidades e dentro das dificuldades que o problema apresenta, algumas estratégias de captura e recolha desses mesmos animais”.

O vereador relata que têm sido colocadas “armadilhas de alçapão em locais específicos onde há circulação e permanência de animais” para tentar reduzir o número de animais errante e desfazer possíveis matilhas que se criem na rua.

Patrício Araújo refere ainda que foi solicitada a “colaboração dos moradores para colaborar nessas ações”, executando “capturas pontuais quando a situação em concreto o permite”.

O responsável pelo ambiente aponta ainda que o canil se encontra, de momento, lotado, com aproximadamente 100 animais lá albergados.

Quanto ao cidadão indemnizado, Patrício Araújo refere que foi efetuado um pagamento de 150 euros ao Sr. Paulo Figueira, residente na Rua João de Deus, na freguesia de Vila Verde e Barbudo, salientando no entanto que “no corrente ano não foram rececionados nesta unidade orgânica pedidos de indemnização” relacionados com esta matéria.

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Jornalista