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Cultura. Banda bracarense Dead Man Talking apresenta novo álbum no gnration

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Escrito por Redação

A banda bracarense é a mais recente convidada para o ciclo que promove a criação e a apresentação de novos trabalhos por artistas locais e vai apresentar um espetáculo com uma forte componente multimédia.

Atualmente compostos por Márcio Alfama (voz, programações, teclados), André Batista (guitarra, voz, programações), João Vítor Costeira (bateria), Miguel Ogoshi (artista visual) e Nuno Cabrita (artista visual), os Dead Men Talking formaram-se em 2005. Dez anos após, estreiam-se com o longa- duração “Dead Men Talking”. Ao vivo, o quinteto que navega entre a música eletrónica, experimental, industrial e o pós-rock, pauta as suas performances por uma narrativa multimédia, que conjuga imagens imersivas a uma estética sinestésica.

“Places Without Answers” é o título escolhido para o segundo disco de originais, um trabalho a ser editado neste ano de 2018, desenvolvido no âmbito do Trabalho da Casa e apresentando em primeira-mão em concerto no gnration.

A partir do disco e a propósito deste, a banda apresentará ainda um espetáculo musical multimédia, num live-act interativo onde se desenvolvem vários cenários e protagonistas em torno do conceito de “infinito” e “desconhecido”. Desde a sua génese, os Dead Men Talking procuraram abraçar conceitos filosóficos com base em algumas das inquietações que dominam os seres humanos. Tendo como ponto de partida os vários espaços do gnration, “Places Without Answers” é, segundo o grupo, “imersivo, interventivo, sinestésico e disruptivo”.

Composto por oito subtemas, que se refletem em iguais momentos e visões, o disco debruça-se sobre a grande ilusão dos media, o(s) medo(s), a distorção da psique e a morte, entre outras temáticas interligadas ao “infinito”. Estes temas abriram o leque à criação dos conteúdos gráficos e das bases musicais. A banda dividiu a performance em dois momentos: um primeiro mais orgânico, realista e humano, e um segundo onde impera a linguagem das máquinas, mais digital e caótico.

O resultado é um convite ao público para imergir num mundo de dúvidas, questões e momentos, pintado de cenários de perseguição, fraseado em diálogos e monólogos rudes, numa aparente jornada sem fim. No final, esta viagem cíclica propõe ao espectador uma tomada de consciência, onde este poderá concluir que o futuro e o passado se tornam história.

Criado em 2015, o ciclo Trabalho da Casa apoiou já diversos artistas locais. Gonçalo, Ermo, Grandfather’s House ou Máquina Del Amor são alguns dos artistas bracarenses que integraram estas residências artísticas e conceberam novos trabalhos e espetáculos com o apoio do gnration.

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