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Opinião. “A juventude sai à rua, e motivos não lhes falta!”

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Escrito por Redação

Dia 28 de Março é dia de luta. Uma manifestação nacional de jovens trabalhadores convocada pela CGTP-IN em Lisboa, irá dar expressão de rua à indignação e contestação que existe em cada trabalhador, em cada empresa e local de trabalho.

Tendo como temas centrais a precariedade e os baixos salários, é de destacar uma iniciativa construída em torno de problemas que, não sendo únicos da juventude, afectam em larga escala as gerações mais novas de trabalhadores, atrasando o progresso, que num país democrático, se quer para todos.

Perante a injustiça na lei, que apenas favorecendo o patronato, principalmente as grandes empresas e multinacionais, prejudica os trabalhadores, as suas famílias, os seus sonhos, perspectivas e por consequência, o país, os jovens trabalhadores tem que tomar em suas mãos os destinos das suas vidas, e para isso, inevitavelmente contestar todos os ataques às suas liberdades e combater todas as formas de injustiça que se tentem impor.

Dia 28 de Março será um bom dia para demonstrar que a juventude não se resigna perante as injustiças.

Um dia para dizer ao governo que não queremos um país que desqualifica e desvaloriza os seus trabalhadores com baixos salários, discriminações salariais, assédio e terrorismo moral, que queremos um futuro de progresso e que esse, passa por acabar com as normas gravosas do Código do Trabalho, por aumentos dignos de salário, pelo combate à desregulação dos horários e pela redução do horário de trabalho, por mais e melhores direitos que permitam, de facto, uma conciliação digna entre a vida profissional, pessoal e familiar.

Tendo como o péssimo exemplo do passado recente, dos ataques aos direitos e rendimentos dos trabalhadores, que aumentaram a exploração, mas também o empobrecimento da generalidade da população, tem este governo do PS oportunidade de fazer diferente. De se distanciar das políticas passadas, invertendo esse rumo para o qual com certeza não lhe faltará apoio. Ou pode o PS manter a legislação laboral e optar, como fez recentemente em relação aos projectos de lei apresentados pelo PCP, para revogação da norma da caducidade das convenções colectivas e junto com o PSD/CDS, alimentar o chumbo e com isso, a continuidade dessas mesmas políticas que tanto criticaram.

Seja como for, sejam as opções que o governo do PS queira tomar, os trabalhadores lá estarão, como sempre estiveram, na defesa dos seus direitos, pela melhoria dos salários, por um futuro de progresso, que não será construído sem eles.

Os jovens trabalhadores vilaverdenses têm também neste dia, 28, uma boa oportunidade de demonstrar que não aceitam o falso contrato a termo ou recibo verde, o salário miserável ou os horários desregulados e penosos que nos tentam impor, com a certeza de que todos os dias são de luta, e que essa, continuará na manhã seguinte, na empresa e no local de trabalho, até que as justas aspirações sejam atingidas e para a qual, sempre poderão contar com o PCP.

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