Vila Verde

Hospital de Vila Verde. E se um incêndio deflagrasse no bloco durante uma cirurgia?

Simulacro Hospital de Vila Verde (c) Luís Ribeiro / Semanário V
Fernando André Silva

O Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde (SCMVV) foi alvo de um simulacro de segurança no bloco operatório, durante a manhã desta quinta-feira. Estiveram envolvidos sete operacionais e duas viaturas de combate a incêndios para além de dez funcionários daquele espaço hospitalar.

A simulação está inserida na obrigatoriedade da legislação em vigor de haver um simulacro anual. Desta vez, a “emergência” escolhida foi um incêndio dentro do bloco operatório durante uma cirurgia, por se tratar de uma zona sensível e que envolve doentes em situação instável, conforme explicou ao Semanário V o delegado de Segurança da SCMVV.

“A simulação consistiu num incêndio que deflagrou na sala 1 do nosso bloco operatório enquanto decorria uma operação normal. Os funcionários fizeram então a evacuação do doente que estava na mesa de operações para outra divisão que não estava a ser atingida pelo fumo de forma a continuar a operação”, refere o responsável pela segurança naquele hospital.

Simulacro Hospital de Vila Verde (c) Luís Ribeiro / Semanário V

“Esta simulação em particular foi muito importante porque é algo que eventualmente pode acontecer e temos de ter a certeza que estamos preparados para uma eventualidade como esta. O pessoal médico e enfermeiros ficou com a preparação necessária para atuar em caso de emergência, e acabámos por dar uma ajuda aos bombeiros porque esta é uma situação num local específico e sensível e é necessário o conhecimento das instalações para atuar com eficácia e rapidez”, explica, elogiando a “rapidez” com que os bombeiros conduziram as operações.

Uma particularidade testadas foi o extinguir do incêndio sem recurso a água, devido ao preço do material envolvido. “Não convém que seja usada água por causa do elevado prejuízo”, explicou o delegado.

Luís Morais, segundo-comandante dos Bombeiros de Vila Verde esteve no acompanhamento e coordenação deste simulacro, que contou com sete operacionais bombeiros, um veículo de combate a incêndios urbanos e um carro de apoio tático. Sobre a utilização da água, Luís Morais refere que “se fosse grave, teríamos de utilizar água, mas neste caso é necessário estar atento aos elevados prejuízos que se possam causar”.

Simulacro Hospital de Vila Verde (c) Luís Ribeiro / Semanário V

Sobre a simulação, o chefe de comando explica que serviu para apurar dois pontos. “Sendo uma área crítica e uma área que os bombeiros não frequentam, foi importante perceber como funciona aquele bloco operatório, o tipo de risco que podemos encontrar e como poderíamos atuar”, refere, destacando a “eficácia de resposta” do Hospital de Vila Verde.

“Tanto a mudança do doente que estava a ser operado como a mudança de outro doente que estava no recobro, foi eficaz por parte do hospital, assim como a forma como nos guiaram no local”, diz ainda o segundo-comandante, apelidando de “extremamente positiva” esta intervenção.

Comentários

Acerca do autor

Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista