Andreia Santos Opinião

Opinião. “Um passo à frente”

Andreia Santos
Escrito por Andreia Santos

Estamos quase no final do mês de Março, ainda no início do ano. O que espero é que as vossas histórias pessoais já tenham aumentado. Esta aventura de viver é assim, “não importará tanto se chegamos ao nosso destino ou ao lugar premeditado, como se crescemos e continuamos a melhorar o que somos. Assim, para começar a escrever, tenho uma pergunta, uma das simples, mas que víncula quem lê a um compromisso, sendo esperada a resposta. Aqui vai: “Quanto tempo mais estás disposto (a) a ser menos que aquilo que és?” ou “O que precisas de fazer para ficares mais perto do que és?”

Nestes primeiros meses do ano tenho conhecido algumas vidas. Em muitas delas existe a vontade de ser melhor amanhã, uma opção pelo desenvolvimento. Posso aprender com estas pessoas a progredir. Analisando, parece-me que o mais díficil será a decisão de agir. Todos podemos com relativa facilidade identificar o que gostaríamos de mudar, mas para que isso seja possível será necessário dar um passo à frente do lugar onde estamos. Recentemente, Brad Stulberg, ilustrou bem este pressuposto: “Adoramos ler, pensar e conversar sobre exercício, mas isso não é exercitar. Adoramos ler, pensar e falar sobre escrever, mas isso não é escrever. Adoramos ler, pensar e falar sobre meditação, mas isso não é meditar.” Porque é que a decisão de agir é díficil? Porque custa! Será tão simples quanto isto. Implica esforço assumir a responsabilidade pela nossa vida e levantar as âncoras que nos fazem ficar no mesmo lugar confortável, onde sonhamos, onde nos queixamos, onde nos assustamos ao olhar para a frente.

A relação entre o conforto e o crescimento nunca foi boa. Para ir adiante precisamos de parar de desculpar a falta de movimento que temos e enfrentar o que sentimos. Claro que muitas vezes caminhar significa abandonar sítios, pessoas, hábitos, benefícios… Mas… E se ao chegar o tempo em que nas nossas vidas temos que olhar para trás e fazer o balanço nos arrependemos do que não fizemos por nós? Será a fatura do desespero aquela que teremos que pagar por não viver, porque lá à frente (e que duremos muitos anos) não existirá mais tempo nenhum de agir.

Relacionamentos infelizes, empregos doentes, falsas amizades, obrigações familiares, coisas menos profundas como peso a mais, dormir mal, acordar cansado que poderão resultar das condições anteriores, são bons exemplos de inação.

Quando decidimos mudar, com medo, mas indo na mesma, porque somos por nós, a recompensa será o próprio caminho. Adam Grant disse há pouco também e fez-nos rir: “Se ao olhares para trás para ti mesmo (a) não pensares – Wow, que estúpido (a) que eu era há um ano atrás- então não deves ter aprendido muito no último ano.” Custa-me ouvir dizer: “Eu sempre fiz assim” ou então, recordando uma Coach para mim importante, “Fazer a mesma coisa há 20 anos, não é experiência.” Experimentar envolve risco e diferença, envolve coragem e superação.

Deixo uma sugestão para apoiar o caminho da “autodeterminação calma”: “Troquem o perfeito pelo possível, nascemos para ser o melhor que conseguirmos se quisermos, mas nunca infalíveis e arrisquem dar um passo em frente! A jornada trará novidade, falhas, aprendizagens e a nós… que nos ouvimos, cada vez mais!

Em jeito de despedida e porque a estação o pede desejo a todos um lugar de muito sol no próximo mês. Até ja!

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Andreia Santos

Andreia Santos

Psicóloga Clínica e da Saúde Formadora Profissional