Vila Verde

Política. JMF quer ser recandidato ao Parlamento Europeu

José Manuel Fernandes, Paulo Cunha e Francisco Assis (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

O eurodeputado José Manuel Fernandes mostrou-se disponível para voltar a ser candidato pelo círculo de Braga ao Parlamento Europeu, avançou o próprio em entrevista ao Diário de Notícias.

O antigo autarca de Vila Verde admite ainda que existe “tensão e conflito” dentro do PSD após as últimas eleições nacionais, mas desvaloriza, apontando a “diversidade” do partido como fator para esta situação.

O atual líder do PSD distrital de Braga, perante a questão se será recandidato, mostrou-se disponível para exercer um novo mandato em Bruxelas. “Eu adoro o que estou a fazer e tenho consciência de que faço um trabalho que é importante para a União Europeia e para Portugal. Se lhe dissesse que não gostava de fazer um novo mandato estaria a mentir, mas essa decisão não depende de mim”, refere JMF.

Já no que toca à situação interna do PSD, JMF diz não haver “problemas internos”, referindo-se à eleição de Fernando Negrão como uma “adaptação”. Recorde-se que o líder parlamentar foi eleito apenas com 30% dos votos, em lista única, não reunindo apoio da maior parte das figuras do PSD.

JMF diz que que “não há um problema interno, há uma adaptação”. “Vamos agarrar o caso do Dr. Fernando Negrão. A pacificação está em curso, portanto há uma série de problemas que existiram, visíveis, que estão a ser ultrapassados. E portanto o PSD não é um partido em que a diversidade não exista, existe diversidade, conflito, tensão e, numa fase de transição, essa tensão e esse conflito podem sobressair”, admite JMF, recusando-se, no entanto, a admitir que isso possa enfraquecer o partido.

“É dentro do espaço próprio e tudo isso não enfraquece o PSD. Claro que há situações que era melhor que não tivessem acontecido, mas vão sendo resolvidas e já estão resolvidas. Aquilo que também tenho notado em Rui Rio é que é um homem de boa-fé e portanto, até prova em contrário, acredita nas pessoas, e eu acho que deve ser assim, que a liderança também deve ser assumida dessa forma”, refere ainda o eurodeputado.

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Jornalista