Braga

Braga. Quando a fé move montanhas… mesmo a levar com granizo

Enterro do Senhor 2018, em Braga (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Já terminaram as procissões solenes da Semana Santa na cidade de Braga, nesta edição de 2018, com a particularidade de uma delas – Ecce Homo – não ter saído à rua devido à intempérie que sentiu na passada quinta-feira.

Se na procissão de quarta-feira de cinzas, conhecida como procissão da burrinha, o mau tempo não se fez sentir com intensidade, o mesmo não se repetiu nesta sexta-feira, com a última das três grandes procissões a sair da Sé Catedral sob intensa queda de granizo.

Foram 15 segundos de forte queda de “pedraço” gelado, com a procissão já toda fora da Sé e em andamento. Durante esses momentos, foi uma correria entre os visitantes para encontrar abrigo, enquanto os figurantes – cerca de um milhar – mantiveram-se nos devidos lugares, como manda a tradição.  O Semanário V captou o momento, um pouco acima da Sé.

Maria Antunes, uma das participantes nesta procissão, mostrou não ter medo de granizo nem de “qualquer tempestade” e que se fosse proposto o cancelamento, ela seria a primeira a não aceitar.

“Esta pedra toda que levámos na cabeça não é nem um grãozinho de areia ao pé daquilo que Cristo passou na hora da morte”, disse ao V a figurante, natural de Real mas a residir em Maximinos.

À semelhança de Maria, também alguns visitantes se mostraram confiantes que a procissão iria decorrer sem grandes sobressaltos. Rosa, irmã de Maria, estava preparada no meio dos populares com um guarda-chuva, e apressou-se a abrigar a irmã na hora de desespero.

Até final do evento, para alegria de Rosa, Maria, e de todos os que participaram nesta procissão, não mais voltou a abater-se “castigo divino”, como lhe chamou um popular, abrigado de dentro de um café, às portas da Sé.

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Fernando André Silva

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Jornalista