Vila Verde

Mordoma de Fiscal. “As televisões só vieram para a desgraça, para o compasso nada”

Sameiro Abreu (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Já estão em casa e recuperadas as nove pessoas que ficaram feridas após o rebentamento de um cartucho de pólvora, ontem à noite, em Fiscal, no final das celebrações da Páscoa.

A confirmação foi dada ao Semanário V pela própria “mordoma”, Sameiro Abreu, que não escondeu as lágrimas pela situação de ver um invólucro de pólvora explodir à porta de casa.

Ao V, a emigrante na Suiça explica que o incidente deverá ter-se dado quando um dos foguetes de uma caixa de pólvora terá funcionado mal e caído ao chão, provocando uma pequena explosão.

“As pessoas ficaram feridas porque a pólvora disparou e alguns ‘piquinhos’ acabaram por atingir algumas pessoas que estavam à volta, fazendo algumas escoriações”, disse Sameiro Abreu, explicando que “ninguém passou a noite no hospital”.

“O único caso que demorou mais foi um rapaz, que até veio de Aveiro propositadamente para ver o compasso, porque precisou de levar três pontos num dedo do pé”, adiantou a mordoma, explicando que o mesmo rapaz e a família “ainda comeram um caldo verde hoje antes de regressarem a Aveiro”.

Mordoma chateada com as televisões

Ao Semanário V, a mordoma não escondeu o incómodo por algumas televisões terem “acampado” hoje de manhã à porta da sua casa. “É engraçado porque mandei tantos mails para as televisões todas para virem cobrir o evento, que é um dos mais bonitos do país, e nenhuma apareceu”, desabafa Sameiro.

“É triste porque apesar do acidente, não resultou em nada de grave, mas hoje as televisões começaram logo a falar nisso mas não se importaram de dar cobertura ao evento”, refere ainda a mordoma.

Recorde-se que a Páscoa de Fiscal é uma das tradições mais antigas do Minho e considerada por muitos como uma das mais marcantes, dado ao atravessamento do rio em barcas de madeira.

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Jornalista