Braga Cultura

Cultura. Museu Nogueira da Silva recebe 50.ª conversa sobre imagens de Braga

Eléctrico no Largo dos Penedos, em 1962 / DR
Redação
Escrito por Redação

A iniciativa “Conversas sobre imagens de Braga” assinala esta quinta-feira a sua 50.ª sessão, às 18h, no Museu Nogueira da Silva, no centro de Braga. O historiador de arte Eduardo Pires de Oliveira e o engenheiro António José Mendes vão ter desta vez a companhia do bibliotecário Henrique Barreto Nunes para falarem sobre o espólio e a história da ASPA – Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Natural e Cultural, que faz 40 anos. A entrada é livre.

As sessões decorrem desde dezembro de 2012, na primeira quinta-feira de cada mês, e atraem dezenas de pessoas, como colecionadores, estudantes e até turistas. Os assuntos sucedem-se: a sé catedral, o paço arquiepiscopal, a avenida Central, as ruas, o interior das casas, os seminários, os arquivos de fotógrafos como Arcelino e Manoel Carneiro, o desporto, os contextos militares… Os suportes mais usados são os postais e as fotos, mas também surgem desenhos, pinturas, gravuras, cartazes e cartografia, entre outros. Os interessados podem ainda trazer documentos e propor temas para a conversa.

“Queremos contribuir para o conhecimento da evolução da cidade e do valor patrimonial destes suportes visuais, sempre numa perspetiva lúdica, informal, agradável e de promoção da cultura”, explica Eduardo Pires de Oliveira, que procura dar também visibilidade ao Museu anfitrião e à sua Fototeca, com alguns milhares de imagens. O historiador lançou a iniciativa após um amigo o ter desafiado a datar diversas imagens de Braga e, em paralelo, ter conhecido António José Mendes, talvez o maior colecionador daqueles registos. “A imagem urbana, sobretudo de locais que foram alterados ou desapareceram, é objeto de grande admiração pelas pessoas. Na Internet tem gerado um debate aceso, mas aí há muitas imagens sem rigor em termos históricos, artísticos e técnicos. É também por isso que as nossas conversas geram empatia e há brasileiros que saem absolutamente maravilhados”, sustenta.

Às vezes há discussões animadas – uma delas saiu recentemente para o terreno, para confirmar a passagem que ligava o antigo seminário ao paço arquiepiscopal. Igualmente concorridos foram os debates sobre o primeiro mapa da cidade, de Georg Braun (1594), e sobre o multifacetado Largo do Paço, junto à Reitoria da UMinho, que nos últimos 150 anos já teve jardins, árvores, grades, a colunata fechada e o chafariz usado por aguadeiras. As sessões têm sido filmadas pelo Museu Nogueira da Silva, que é uma unidade cultural da UMinho. Antes da pausa do verão, a última sessão é sobre fotos atuais e no exterior – por exemplo, em 2016 o grupo foi ver Braga “do céu”, a partir da Torre de Santiago. E em julho haverá uma feira de postais, aberta a todos os que quiserem ver, vender e comprar.

Comentários

Acerca do autor

Redação

Redação