Editorial Opinião

Editorial. Pagar o folar ao padre

Fernando André Silva

Há coisas do arco da velha, como diria o António Salvador a citar um qualquer nobel da paz e da literatura no final de um jogo contra o Sporting. Antes das eleições do ano passado, foi um ver se te avias da Câmara de Vila Verde a dar início a obras em algumas freguesias consideradas “críticas”, como Lage e Aboim da Nóbrega.

Se a rapidez no arrancar das obras foi, e como diria o treinador do Sporting no final de um jogo com o Braga, “imprassionante”, o mesmo também se pode dizer da não-conclusão das mesmas. É que é deveras “imprassionante” verificar que, meio ano após as eleições, as ditas avenidas conheceram os mesmos avanços que o FC Porto conheceu na última jornada. Zero!

E isto de andar com analogias de bola em política não faz grande sentido, mas apenas para os mais incautos. É que se uns prometem tudo e mais alguma coisa no início da época, outros é antes as eleições. E chega-se ao fim, ficam as coisas pelo caminho (esburacado).

Mas não há stress. Estou certo que daqui a pouco tempo os caminhos serão arranjados, falta é saber por quem. É que mais uma vez voltamos à bola. É que se no futebol, os jogadores assinam contrato com um clube mas quem manda neles é o empresário, o mesmo parece acontecer com as obras. É que as mesmas são entregues a uma empresa e depois vai lá outra fazer a obra.

É um pouco como nos compassos pascais, quando o mordomo anda com a cruz mas quem recebe o folar é o padre. E por falar em folares. que tal se a Câmara de Vila Verde apadrinhasse o resto das obras? É que é tudo muito bonito andar aqui a fazer barulho e depois o resultado é zero. Vá lá, sr. presidente. Lage, Aboim… Custa assim tanto? Ou, e como o Braga, está a perder os melhores ativos porque chegaram por empréstimo?

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Jornalista