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Economia. Setor têxtil representa 20% do volume de negócios no distrito de Braga

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Escrito por Redação

As empresas têxteis representavam 2% do total de empresas em 2016, mas empregavam 5% dos trabalhadores, segundo o Banco de Portugal, que acrescenta que fecharam mais empresas do que as criadas e que as exportações ajudaram ao crescimento dos negócios.

Quanto às localidades mais fortes nesta indústria, em 2016, 83% do volume de negócios tinha origem em empresas com sede nos distritos de Braga (58%) ou do Porto (25%). Em Braga, este setor representava mesmo 20% do volume de negócios das empresas aí sediadas.

A análise setorial realizada pelo Banco de Portugal (BdP) para o período 2012-2016 refere que, em 2016, havia em Portugal 6700 empresas da indústria têxtil e de vestuário que representavam 2% do volume de negócios total.

Ainda assim, em 2016 face a 2015, o número de empresas têxteis e vestuário diminuiu 1,2% e “por cada 10 empresas que cessaram atividade, foram criadas oito empresas”.

O banco central realça que esta situação contrasta com os dois anos anteriores (2015 e 2014), uma vez que então o número de novas empresas tinha ultrapassado o das empresas que fecharam.

Ainda sobre o volume de negócios, as empresas têxteis e de vestuário aumentaram a faturação em 6,6% em 2016, face a 2015, o que significa mais do que o conseguido pelas indústrias transformadoras e pelo total das empresas e foi mesmo o valor mais elevado desde 2012.

“O crescimento do volume de negócios em 2016 foi transversal aos segmentos de atividade (8% no “vestuário” e 5% nos “têxteis”). Por classes de dimensão, o volume de negócios aumentou 9% nas Pequenas e Médias Empresas (PME), 2% nas microempresas e 0,5% nas grandes empresas”, diz o Banco de Portugal.

Do volume de negócios, 61% foi conseguido em exportações, acima do valor de 2015.

Também o EBITDA (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) da indústria dos têxteis e vestuário aumentou 10% em 2016 (2% nas indústrias transformadoras e 7% no total das empresas).

Ainda em 2016, a rendibilidade das indústrias dos têxteis e vestuário ascendeu a 10%, o valor mais alto desde 2012 e pelo terceiro ano consecutivo superior ao do total das empresas (8%).

Quanto à situação financeira, o passivo do setor aumentou 4% entre 2015 e 2016, com a dívida remunerada a representar 47% do passivo do setor.

 

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