Braga

Poluição. Ministro do Ambiente prevê “descarbonização” de Braga em ano e meio

Fernando André Silva

Os projetos para encontrar soluções de descarbonização, que decorrem em dez cidades, entre as quais Braga, deverão estar concretizados dentro de ano e meio, aplicando um financiamento total de 4,5 milhões de euros, disse ontem o ministro do Ambiente.

José Matos Fernandes falava aos jornalistas em Almada, no final da cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento dos Laboratórios Vivos para a Descarbonização aos dez municípios onde se vão realizar, depois de um processo de seleção iniciado em 2017, a que concorreram 35 autarquias com população entre 40 mil e 200 mil habitantes.

Na segunda fase do processo, desenvolvido pelo Fundo Ambiental, estiveram doze cidades, acabando por ser selecionadas dez: Águeda, Alenquer, Almada, Braga, Évora, Loulé, Mafra, Maia, Matosinhos e Seixal.

Segundo o Governo, irá ser instalada numa avenida de Braga, um Laboratório Vivo para a Descarbonização, que se traduz na adaptação de um espaço urbano com identidade local por forma a tornar-se num espaço de teste em contexto real.

A ideia é analisar a promoção da descarbonização da vivência na cidade, através da integração de soluções nos domínios dos transportes e mobilidade, eficiência energética em edifícios, serviços ambientais inovadores e promoção da economia circular, numa lógica de interação entre o município, os centros de conhecimento, as empresas, as indústrias e os cidadãos.

Recorde-se que Braga é uma das cidades europeias que não cumpre a legislação em vigor sobre a qualidade ambiental do ar.

Ministro quer “boas práticas” nas cidades

“Foi um milhão [para a primeira fase de seleção e elaboração das propostas] e agora mais 4,5 milhões de euros” para construir, em cada uma destas dez cidades, “projetos concretos que sejam úteis para quem vive e quem visita estes espaços, mas que sejam sobretudo demonstrativos de boas práticas”, referiu o ministro João Matos Fernandes.

O governante afirmou não ter dúvidas de que “daqui a um ano, um ano e meio” estarão concretizados dez projetos que “são bons para cada uma destas cidades, para o país, e, nas redes em que estão inseridos, podem até ser exemplos fora de fronteiras”.

 

Depois desta experiência, já está em preparação o financiamento para o mesmo objetivo – soluções urbanas de descarbonização – para cidades com mais de 200 mil habitantes, através do fundo EEA Grants.

 

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Jornalista