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Vila Verde. Corpo de Aquilino regressou 57 anos depois. Sem ajuda do Governo

(c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

O corpo do soldado Aquilino Gonçalves foi este domingo a sepultar no cemitério de Ponte São Vicente, em Vila Verde, 57 anos depois da sua morte.

O momento foi de grande emoção por entre familiares do 2.º cabo, sobretudo a irmã, que tudo fez para que os restos mortais regressassem à terra de origem.

Também vários ex-combatentes e militares no ativo marcaram presença na cerimónia fúnebre que contou com cerca de uma centena de pessoas.

Ao Semanário V, Vítor Tavares, ex-combatente dos Caçadores Páraquedistas, explicou que veio de “Águeda” de propósito para o último adeus. O antigo militar foi um dos que ajudou Otília Gonçalves, irmã do malogrado soldado, a saber como se orientar para trazer de volta os restos de Aquilino.

Também o presidente da União de Antigos Combatentes (UAC), Jeremias Henriques, deslocou-se desde Sesimbra, ele que foi o principal responsável de reunir o dinheiro necessário para trazer o corpo do aeroporto do Porto até Vila Verde.

Segundo o presidente daquela associação, os encargos da trasladação foram divididos. “A Otília conseguiu alguns apoios privados enquanto a TAP ofereceu a viagem de regresso de Angola até cá. Só tivemos de pagar à agência funerária, cerca de 1.700 euros e foi a UAC que arcou com essa despesa”, refere o ex-combatente, acusando o Governo de “inércia”.

(Leia a reportagem completa na edição impressa do Semanário V, quarta-feira nas bancas)

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Jornalista