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Câmara de Vila Verde. PS preocupado com dívidas de 18 milhões a bancos e fornecedores

Redação
Escrito por Redação

Atrito entre executivo e oposição na reunião camarária desta quinta-feira, em Vila Verde, com os socialistas a oporem-se à prestação de contas de 2017, hoje aprovada pela maioria PSD.

Em comunicado, o PS de Vila Verde explica o voto negativo dos vereadores ‘rosa’ com base nos números das contas municipais, classificando essas mesmas contas como “preocupantes” e demonstrativas de “inércia” da Câmara de Vila Verde.

“Mais de 18 milhões euros de dívida a bancos e fornecedores”, dizem os socialistas, “muito acima dos 13 milhões de euros anunciados pelo presidente da Câmara na penúltima assembleia municipal”. Já António Vilela (PSD) aponta uma “redução da dívida total em 2,9 milhões de euros” e que o pagamento a fornecedores é feito em 13 dias.

O PS aponta ainda um passivo “superior a 43 milhões de euros” e gastos de mais de cinco milhões em contratação de empresas sem concurso público, alertando que esta prestação de contas “desmascara completamente o que tem vindo a ser afirmado pelo presidente de câmara”, que disse há dias que o Município apresentava “boa saúde financeira”.

Os socialistas apontam ainda pouca captação de financiamento europeu durante 2017 (217 mil euros) e uma “ausência da certificação de contas” para “votar contra a prestação de contas da Câmara de Vila Verde”.

O PS questiona a “capacidade deste município executar as candidaturas aprovadas, nomeadamente as do saneamento, já que, face às dificuldades de tesouraria espelhadas no relatório de contas, fica a incerteza quanto à capacidade em cumprir a componente privada dessas candidaturas”.

“Continuamos com uma baixa taxa de cobertura de abastecimento de água e saneamento, as vias rodoviárias são do século passado e estão todas esburacadas e as acessibilidades ao concelho desesperam todos aqueles que diariamente as utilizam”, refere ainda o PS.

Os socialistas mostram-se ainda preocupados com o “risco” da autarquia ser condenada a pagar cerca de 1.5 milhões de euros em gastos com processos judiciais, o que provoca “sérios danos à imagem do concelho”.

No mesmo comunicado é ainda apontado que “perante a ausência da certificação de contas, os vereadores do PS recusaram assinar uma declaração de responsabilidade sobre as contas da autarquia”.

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