Vila Verde

Polémica. Carlos Cação responde a Luís Castro

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Escrito por Redação

Continua a polémica em torno da divulgação da lista de transferências correntes para as freguesias do concelho de Vila Verde durante o ano de 2017, desta vez com o autarca do Vade, Carlos Cação, a acusar o socialista Luís Castro de procurar “confundir e não prestar qualquer serviço de utilidade pública”.

O presidente da UF do Vade responde assim à publicação nas redes sociais onde o vereador saía em defesa de José Morais, apelidando Cação de “virgem ofendida” e questionava “o que será quando for divulgada a listagem dos ajustes diretos” e qual será “a reação (das virgens ofendidas)”

Carlos Cação, para além de presidente da UF do Vade, é também membro da administração da empresa Pedrivalões, construtora que faz algumas obras para a Câmara de Vila Verde, o que terá motivado o comentário do vereador socialista.

Em comunicado a responder ao comentário do socialista, Carlos Cação aponta “suspeições escondidas” ao vereador Luís Castro, a quem acusa de misturar “alhos com bogalhos” e de não saber distinguir a “dimensão pública de uma autarquia e o que representa a atividade individual dos membros da autarquia”.

“Se o vereador quer esclarecer atividades privadas de algum autarca, pois será livre de o fazer, mas exige-se que o faça com seriedade e honestidade”, refere Carlos Cação, acrescentando ainda que “o comunicado” que Luís Castro comentou é sobre a UF do Vade, mas que “sobre essa matéria o vereador nada disse”.

Toda esta polémica surge no seguimento da divulgação pública das transferências correntes para as freguesias do concelho de Vila Verde, por parte do Município, divulgado pelo líder do PS de Vila Verde, vereador José Morais, no final da aprovação da prestação de contas para o ano de 2017, realizada ontem em reunião de executivo municipal.

Durante o ano de 2017, a UF do Vade foi quem mais recebeu, cerca de 89 mil euros, a serem divididos pelas cinco freguesias que compõe a união, ocupando o topo da lista, seguido por Vila Verde e Barbudo (cerca de 78 mil euros) e a UF de Ribeira do Neiva (73 mil euros).

No fundo da lista está a freguesia de Atiães, que recebeu 5 mil euros durante o ano transato. Também Pico São Cristóvão (8 mil euros) e Ponte São Vicente (6 mil euros) ocupam os lugares do fundo.

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