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Merelim. Grupo de músicos deu ‘show’ improvisado na Estação de Braga

(c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Um grupo de doze amigos de Merelim São Pedro, conhecidos como “Geração de Ouro”, surpreenderam centenas de pessoas no passado domingo com um concerto espontâneo na Estação de Braga.

O grupo, fundado há 17 anos, é presença habitual em alguns convívios, onde tocam um repertório vasto de músicas antigas e contemporâneas que “toda a gente conhece”, mas tem também o hábito de improvisar concertos na rua, em esplanadas ou até mesmo em comboios e nas suas estações.

E, em Braga, foi ao som do “pica do 7” que os doze amigos receberam a maior onda de aplausos, deixando não só turistas e passageiros em êxtase como também os próprios funcionários dos comboios e da estação que gostavam de ver mais iniciativas como esta naquele espaço.

A união do grupo teve origem na infância, estando agora os elementos na casa dos quarenta. “Somos todos amigos e começamos a cantar nos escuteiros, no futebol, em vários sítios. Somos todos de Merelim e decidimos começar a improvisar. É sempre bom para quem ouve porque mexe sempre um bocado”, diz Jorge Rodrigues, porta-voz do grupo.

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“Há cerca de 17 anos a esta parte tentamos ser espontâneos no que fazemos. O que nos une é amizade, tentar transmitir alegria às pessoas. Não andamos à procura de convites, só temos é vontade de estar juntos, saímos para a rua, sentamos nas esplanadas, nas estações de comboios, sem nenhum programa espefícifico”, diz Jorge.

O público, de maneira geral, adere e fica “feliz” por ouvir e acompanhar de perto as músicas de uma infância.

Ao Semanário V, na Estação de Braga, Paulo David, revisor da CP, diz que “estas iniciativas são ótimas para criar outro ânimo e para se passar bem o resto do dia”. “Quando cheguei agora do serviço do comboio eles já estavam a atuar”, explica o revisor que acabou por assistir à atuação completa até ter de sair no comboio seguinte.

(c) FAS / Semanário V

Já Júlia Ochando, espanhola a viver no Porto, ficou emocionada com a receção. “É muito agradável chegar no comboio e ser recebido desta forma por um grupo de pessoas que cantam muito bem. Cheguei aqui, vi isto e fiquei muito contente, porque sou espanhola e eles estavam a cantar uma canção “Riancheira” que é da minha infância e gostei muito”, refere, para contentamento do grupo que não pensa em lançar discos.

“Acho que não nos passa pela cabeça fazer discos. É mais conseguirmos disfrutrar da sã convivência que nos une e transmitir para a população em geral”, refere ainda Jorge Rodrigues, explicando que o repertório consiste em “musica que estao na nossa matriz cultural, quer nacionais ou internacionais”.

(c) FAS / Semanário V

“O fado, gostamos muito do fado e da musica portuguesa. De uma maneira geral as musicas têm sempre alguma história que lhes diz algo. Algumas estão um bocado esquecidas e então reavivamos memória de temas que as pessoas não ouvem há muitos anos e isso traz gratidão por parte das pessoas”, finaliza.

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Fernando André Silva

Jornalista