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Última hora. GNR identifica suspeito na origem do 2.º incêndio de Moure

Bombeiros combatem incêndio em Moure / DR
Fernando André Silva

Um homem foi identificado pela GNR depois de a queimada que realizava ter dado origem a um novo incêndio florestal, esta tarde de quinta-feira, em Moure, Vila Verde, enquanto outro incêndio era combatido a poucos quilómetros, na mesma freguesia. Os dois incêndios acabaram por se juntar num só, criando várias frentes quando estaria praticamente dominado pelos Bombeiros de Vila Verde.

Segundo informações recolhidas junto de fonte da autoridade, vários militares da GNR de Prado deslocaram-se ao teatro de operações e encontraram vestígios do que seria uma queimada, estando ainda uma camisola e fósforos perto da zona de mato por onde evoluiu o fogo, ao pé da Pedreira de Turiz, situada entre Barbudo e Moure.

Os militares conseguiram identificar o autor da queimada e foram até casa do mesmo, a pouco metros do local da queimada, procedendo à sua identificação. Desconhece-se se chegou a haver detenção por parte dos militares.

Recorde-se que o primeiro incêndio deflagrou por volta das doze horas desta quinta-feira na zona de Monte Castelo, ainda na freguesia de Moure, subindo depois por zona de mato até ao marco geodésico. O incêndio evoluiu e entrou na freguesia de Barbudo.

Segundo informações recolhidas junto do comandante em exercício dos Bombeiros de Vila Verde, os operacionais estavam a combater o incêndio em vários pontos do Monte Castelo, evitando que o mesmo chegasse ao estradão de Barbudo, onde ameaçariam casas.

“Quando tínhamos esse incêndio mais ou menos dominado, recebemos o alerta para um novo incêndio proveniente de uma queimada, a poucos quilómetros de distância de onde evoluia o primeiro”, disse Luís Morais.

No local estiveram 41 operacionais vindos de vários pontos do distrito (Fão, Esposende, Famalicão, Amares, Póvoa de Lanhoso e Vizela) para além do apoio aéreo de um Hotel 7, que ajudou a combater as chamas durante o primeiro incêndio.

Segundo Luís Morais, hoje foi um dia “complicado” porque ainda não está montado o dispositivo específico de combate a incêndios na região e os incêndios têm consumido alguns hectares nos últimos dias.

“Estamos a contar com os operacionais que temos que têm sido incansáveis e fazem aquilo que podem e não podem. Agradecemos também a ajuda das corporações vizinhas, mas isto é muito complicado, porque demoram sempre algum tempo a chegar e temos de nos aguentar com os meios que temos”, diz ainda Luís Morais.

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Jornalista