Desporto Destaque Vila Verde

“Olho para um Alfa Romeo como um benfiquista olha para o Eusébio”

Gonçalo Palmeira no Rali do Alto Tâmega (c) Cortesia de António Silva / Zoom Motor Sport
Fernando André Silva

Gonçalo Palmeira, de 16 anos, estreou-se no passado sábado à noite como co-piloto em competições oficiais do Campeonato Norte de Ralis, na prova do Alto Tâmega, a bordo de um Peugeot 106 Rallye.

Natural de Braga mas a viver em Turiz, Vila Verde, o jovem estudante de mecatrónica automóvel na EPATV foi o melhor classificado no 1.º Curso Ibérico de Co-Pilotos, realizado em janeiro de 2018.

A prestação valeu-lhe o convite para ser navegador do piloto transmontano Paulo Varge no Rali do Alto Tâmega, que decorreu durante o passado fim de semana. com um arranque de uma especial citadina em Chaves.

Ao Semanário V, Gonçalo Palmeira confessou nervosismo antes do arranque da competição, na classe ‘106’, mas a experiência foi positiva.

“Tivemos um azar no segundo dia da prova porque nos despistámos. Os dois eixos traseiros recuaram e o carro ficou inutilizado, e tivemos de abandonar a prova”, confessa Gonçalo que, embora não tendo chegado ao final, mostra-se satisfeito com a prestação.

Gonçalo Palmeira e Paulo Varges c) António Silva / Zoom Motor Sport

“Foi muito bom, melhor do que aquilo que esperava. Adaptei-me bem e foi bom lidar com algumas das pessoas com quem aprendi no curso. Foi bom estar no mesmo sítio onde eles estiveram”, diz Gonçalo Palmeira.

Na EPATV, os colegas e as professoras gostaram muito de ter um amigo a participar neste tipo de provas. Segundo Gonçalo, os colegas manifestaram “orgulho” quando viram as primeiras notícias. “Ficaram muito contentes por terem um colega que fez história”, aponta.

“Os professoras foram muito compreensivos, apoiaram-me imenso porque tive de faltar a aulas para seguir este sonho e elas apoiaram”, conta.

Mas de onde vem o ‘bichinho’ pelos carros de Gonçalo Palmeira? “O meu pai levou-me a ver o rali de Vila Verde há uns anos e foi a partir daí que comecei a gostar de ralis”, conta o co-piloto, sem ter, no entanto nenhum ídolo definido.

“Gosto muito da marca Alfa Romeo, é a minha paíxão. Olha para a marca Alfa Romeo como um benfiquista olha para o Eusébio”, aponta o também benfiquista Gonçalo, que, não descurando os estudos, gostaria de se licenciar em engenharia automóvel.

Sobre a escolha em ser co-piloto, o jovem prodígio dos motores acha a parte de navegador “mais emocionante que a própria pilotagem”. “Há outras coisas para fazer, mais nervosismo, mais responsabilidade, porque a prestação do piloto também está nas minhas mãos”, refere.

Quanto ao futuro, Gonçalo não sabe se vai prolongar esta experiência no Rali Alto Tâmega, apontando ser ainda “cedo” para saber se receberá mais convites. “Vamos com calma e o futuro aparece”, termina.

Comentários

Acerca do autor

Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista