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Vila Verde. Envolvido em agressões conta tudo: “agarraram a minha filha de 2 anos”

Fernando André Silva

Hugo Rodrigues é o morador que na passada sexta-feira foi no encalço de três homens que estariam a assaltar moradias na Travessa da Cachada, no centro de Vila Verde.

O homem aponta conduta violenta de um dos alegados assaltantes que terá ameaçado a mulher e agarrado a filha do morador, com apenas dois anos de idade.

O homem encontrou acidentalmente os três alegados assaltantes na zona do Alívio e envolveu-se em agressões que resultaram em ferimentos sérios num caso com desenlace apontado como “muito confuso” pelas autoridades da GNR distrital.

Ao Semanário V, Hugo Rodrigues conta a sua versão dos factos da passada sexta-feira.

“A minha mulher estava em casa, num dos apartamentos da Tv. da Cachada e viu três homens a entrar nas moradias em frente que pertence ao meu sogro e à avó da minha mulher”, conta Hugo apontando que o trio estaria a “sondar” as moradias para possibilidade de roubar.

Segundo o vila-verdense, os homens chamaram a avó da esposa e esta começou aos gritos ao ver os homens a entrar pela propriedade adentro. Um deles terá amarrado a mulher para que se calasse.

“Entretanto eles largaram a mulher e vieram para a rua e foi quando a minha esposa foi à varanda tirar fotografias”, diz Hugo, explicando que um dos homens “um careca”, viu e começou a dizer para a mesma lhe entregasse o telemóvel.

“A minha mulher escondeu o telemóvel dentro de casa mas ele arrombou a porta do prédio e subiu até à nossa porta no terceiro piso. Deu seis patadas na porta do apartamento e entrou”, conta Hugo.

Porta terá sido arrombada à ‘patada’

“Ele começou aos gritos dentro de casa e agarrou violentamente a minha filha de dois anos a pedir à mãe o telemóvel. Ela congelou. Nem conseguia responder. Não sei porquê, mas ele largou a minha filha, atirou um aspirador industrial pelas escadas do prédio abaixo e dirigiu-se para baixo, voltou a subir, mas depois desceu e saiu”, diz.

Entretanto, segundo Hugo, os homens arrancaram nos dois carros que tinham estacionados naquela rua, tendo um dos homens entrado noutro carro mais à frente.

“Quando cheguei a casa já estava a chegar a GNR. Houve alguém que reconheceu um dos três, é um senhor que faz trabalhos numa clínica aqui perto e soubemos que ele morava em Barcelos”, conta Hugo, que se meteu sozinho no carro e foi à procura de quem lhe fez mal à filha.

“Arranquei no encalço dele para Barcelos mas ao passar no Alívio reconheci um dos veiculos pela matricula e supus que eram eles. Estavam fora dos carros a rirem-se e a falar. Então tentei bloquear a fuga com o meu carro”, explica.

Carros dos envolvidos nas agressões (c) Patrício H / DR

“Admito que dei logo um primeiro murro em um, eles começaram a dizer que não eram eles e eu parei. Mas depois um deles deu-me um murro e eu reconheci-o pela foto da minha mulher”, conta Hugo.

“Depois disso, como se percebeu, a situação não ficou fácil. As pessoas já sabem o que aconteceu, eles tentaram a fuga, não queriam falar e as coisas complicaram-se”, conta, sobre a rixa que se seguiu até ser interrompida por populares e depois pela GNR e bombeiros.

Dois dos três alegados assaltantes ficaram muito mal-tratados enquanto o terceiro terá fugido na altura de maior confusão.

“Agora espero que as autoridade façam alguma coisa, eles dizem que foi um ajuste de contas mas nem eu nem a minha sogra na casa em frente conhecemos os homens de algum lado, para mim queriam assaltar, diz Hugo que está obstinado em encontrar o terceiro elemento do grupo.

“Um deles está fugido e foi o mesmo que subiu ao prédio e magoou a minha filha. Ela hoje [domingo] vai ser vista no Hospital porque ainda está em choque com o que aconteceu”, refere, prometendo que não vai dar descanso enquanto não o encontrar.

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Jornalista