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Saúde. Menos casos de maus-tratos na infância em Vila Verde

Laço humano em Vila Verde (c) CPCJ Vila Verde
Fernando André Silva

No balanço do fecho do mês em que se assinala internacionalmente a prevenção contra os maus-tratos na infância, a presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila Verde anuncia que em 2017 existiu uma redução no número de processos trabalhados de violência contra crianças e jovens do concelho, comparativamente a 2016.

Ao Semanário V, Beatriz Santos reforça a ideia de que esta diminuição não estará alheia a toda um investimento na área da prevenção durante todo o ano e das campanhas em série realizadas a cada mês de abril.

A presidente recorre a dados estatísticos para alertar para uma contínua necessidade de se investir na área da prevenção. “Não obstante ter havido uma ligeira redução no número total de processos trabalhados, de 265 em 2016 para 220 em 2017, a CPCJ de Vila Verde, e refletindo a realidade nacional, continua a assistir a um elevado número de sinalizações com problemáticas diversas”.

A presidente refere e aponta a exposição dos menores à violência doméstica como a “principal problemática identificada nos últimos anos em Vila Verde, sendo que os casos de violência doméstica sinalizados são exercidos de forma física, psicológica/emocional, económica e social.

O envolvimento da sociedade na campanha é “francamente positivo”

Sobre a iniciativa “Abril – mês da prevenção dos maus-tratos na infância”, a presidente da CPCJ mostra-se contente com a adesão das instituições.

“Ao longo dos últimos anos, a CPCJ de Vila Verde tem vindo a desenvolver algumas atividades e a desafiar as entidades locais a associarem-se a esta campanha, em particular as escolas, pelo potencial de prevenção e de intervenção que as próprias crianças e jovens representam”, diz, aludindo aos dados que comprovam a redução dos casos em 2017.

Na parceria com a CPCJ estão ainda várias entidades que buscam colaborar na prevenção deste tipo de violência. Escolas, IPSS’s, autarquias, GNR, USF’s, estabelecimentos comerciais, entre outros, “aderiram em força com diversas atividades”, explica Beatriz Santos

“Desde caminhadas ‘contra os maus tratos’, distribuição de calendários dos afetos com sugestões de atividades diárias de pais para filhos, semanas temáticas como a da violência no namoro, formação de um Laço Humano Azul, divulgação da História do Laço Azul, visualização e exploração de filmes acerca da temática violência no namoro”, são várias as iniciativas levadas a cabo não só em abril mas durante todo o ano, em parceria com as entidades.

“Operação STOP com crianças e GNR aludindo aos afetos, placard para colocação de laços azuis como forma de indignação contra os maus tratos, palestras, jogos, entre inúmeras atividades, envolveram todo o concelho, desde as crianças aos seniores, de uma forma dinâmica e cheia de energia”; acrescenta ainda.

O balanço feito pela instituição sobre o envolvimento da sociedade na campanha é “francamente positivo (…) havendo uma crescente consciencialização para a pertinência da temática e a responsabilidade de todos e todas na sua prevenção e sinalização”.

Em busca de voltar a reduzir os dados estatísticos no próximo ano, Beatriz Santos não deixa de, em nome da CPCJ de Vila Verde, agradecer a todos os envolvidos por “acreditar que todos são importantes agentes de transformação”.

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Jornalista