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Vila Verde. Greve ‘fechou’ Centro Escolar, EB de Ribeira do Neiva e afetou serviços em Prado

Fernando André Silva

A greve dos trabalhadores escolares não docentes desta sexta-feira ‘fechou as portas’ ao Centro Escolar de Vila Verde e à Escola Básica de Ribeira do Neiva.

A adesão dos funcionários a esta greve nestas duas escolas foi a suficiente para afetar o funcionamento das aulas, o que levou ao encerramento por parte das direções escolares dos respetivos agrupamentos.

Ao Semanário V, o diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Verde confirmou que o Centro Escolar não abriu portas aos estudantes nesta sexta-feira devido à greve.

“Temos cinco funcionários em greve na EB de Vila Verde, três na EB Monsenhor Elísio Araújo e uma na EB de Gême“, aponta Alberto Rodrigues, reforçando o “normal funcionamento” nessas e nas restantes escolas do agrupamento.

Já a Escola Secundária de Vila Verde abriu portas normalmente “sem ninguém em greve”, como refere o diretor ao Semanário V.

“Os assistentes operacionais técnicos entenderam que não era um momento para se fazer uma greve e, como diretor, cabe-me respeitar”, diz João Graça.

No Agrupamento de Moure e Ribeira do Neiva o efeito da greve foi distinto, refere um elemento da direção. Paulo Antunes aponta a Escola Básica de Ribeira do Neiva como “fechada” enquanto na Escola Básica de Moure as aulas decorrem normalmente.

Das restantes escolas daquele agrupamento, apenas o 1.º ciclo da Lage terá sido afetado pela greve.

Na Escola Básica de Prado, a greve fez-se sentir a nível administrativo, mas as aulas decorrem com normalidade, disse ao Semanário V fonte da direção, indicando ainda que “as aulas decorrem normalmente em todo o território do agrupamento”.

Esta greve dos trabalhadores não docentes decorre da exigência da integração dos vínculos precários, uma carreira específica e meios suficientes para assegurar o bom funcionamento das escolas.

Oito em cada dez diretores escolares queixam-se da falta de assistentes operacionais, segundo um inquérito da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) que revelou também que quase metade dos funcionários tem mais de 50 anos e apenas 1% ganha mais de 650 euros.

Muitos destes trabalhadores estão nas escolas há mais de 20 anos e recebem o salário mínimo: 41,5% ganham 580 euros, 57,4% levam para casa entre 581 e 650 euros e apenas 1,1% tem um vencimento superior a 650 euros, segundo o inquérito.

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Jornalista