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Vila Verde. No Dia da Mãe foram os homens que trataram da cozinha

Fernando André Silva

A vontade de oferecer um dia diferente para as mães da freguesia de Barros, em Vila Verde, fez com que o grupo de jovens da paróquia realizasse um almoço em que a cozinha ficou interdita a mulheres.

A ideia partiu de Pedro Silva, elemento do grupo, que sugeriu ele próprio tomar as rédeas da arte do bem cozinhar. Voluntariando-se para chefe principal de cozinha, sugeriu ainda que a receita passasse pelo tradicional “pica-no-chão”.

E foram cerca de 50 pessoas que assinalaram o Dia da Mãe de uma forma diferente naquela freguesia, com uma eucaristia durante a manhã.

Findos os atos religiosos, os homens acorreram à cozinha para preparar o almoço enquanto as mulheres seguiram numa caminhada em direção a Gomide.

Enquanto os elementos femininos visitavam a capela de São Frutuoso, os homens iam preparando a mesa com várias entradas e bebidas enquanto Pedro Silva dirigia a orquestra dos tachos, refugando o frango e preparando o arroz.

“Temos uma paróquia pequena mas unida”, refere Carina Rodrigues, coordenadora do grupo de jovens que também alinhou na caminhada que se estendeu por 10 quilómetros.

“À chegada das mães, os homens já tinham a mesa preparada com várias entradas e bebidas variadas, sendo que interditaram a entrada das mulheres na cozinha, pois eram eles quem tratava de tudo”, refere a coordenadora.

E na cozinha já estava tudo pronto. Serviu-se o almoço, com um “delicioso prato regional de pica-no-chão, que a todos agradou”, opinião partilhada de forma unânime por entre os comensais.

“Foi o melhor pica-no-chão, que comi até hoje”, “estava delicioso”, foram algumas das reações das mulheres ao cozinhado dos homens, não se sabendo bem se a fome proporcionada pela caminhada possa ter tido algum efeito.  Até chegaram a sugerir que “estes chefes de cozinha continuem com estas iniciativas, em eventos futuros”.

A parte mais aborrecida acabou por ser a mais divertida, quando os homens não aceitaram ajuda das mulheres para lavar a loiça e arrumar a cozinha.
Num esforço napoleónico a comunidade masculina chamou reforços e uniu esforços para ajudar na digestão depois da tão fausta refeição.

Os bravos voluntários acabaram por lavar mais de 50 pratos numa tarde em que as mulheres aproveitaram para realizar jogos tradicionais que foram sendo acompanhados pelos homens à medida que se ‘livravam’ das tarefas domésticas.

“Um evento a repetir”.

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Fernando André Silva

Jornalista