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Economia. Artesanato da Joana já produz 5.000 peças por dia

Artesanato da Joana (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

A empresa Artesanato de Joana, com sede em Cabanelas, Vila Verde e onde a artesã Joana Fernandes fabrica e comercializa objetos de madeira e cortiça atingiu o número das 5.000 peças diárias em termos de produção.

Com início de atividade em 2015, a jovem artesã que está prestes a completar 18 anos passou de uma média de produção diária de 50 peças quando fazia tudo à mão para mais de 5.000, depois de ter “industrializado” o corte dos modelos artesanais.

Apesar da ajuda do corte a laser que acaba por “recortar” nos moldes desejados, Joana Fernandes ainda passa todas as peças pela vertente manual, inserindo bordados e outro tipo de acabamentos.

Artesanato da Joana (c) FAS / Semanário V

A artesã vinca que este passo “foi surgindo com o tempo”. “Houve uma adaptação, antigamente produzia pouco, à volta de 50 peças por dia, mas agora que temos máquinas é muito mais fácil de produzir e responder às encomendas, que nem sempre conseguimos dar resposta”, refere.

Joana Fernandes disse ao Semanário V que “no caso de miniaturas”, a empresa está a produzir uma média diária “entre 5.000 a 6.000, mas peças maiores e mais trabalhosas, demoram muito mais tempo”.

Artesanato da Joana (c) FAS / Semanário V

Sobre a industrialização, Joana é a favor “desde que não seja a 100%”. “Convém jogar com as duas partes. Aqui, cada peça tem um toque manual. Qualquer coisa que seja bordada, como aquele livro em cortiça, foi cortado com uma máquina mas é bordado à mão e as folhas são colocadas manualmente”, aponta, revelando o grosso de produção deste ano.

“Este ano estamos mais com lembranças para casamentos. São o grosso do trabalho de momento. Tudo o que seja relacionado com casamentos tem boa saída. Temos uma base, o cliente depois faz uns pedidos e nós personalizamos de forma a ficar uma peça única e diferente”, aponta.

Sobre o futuro da empresa, Joana Fernandes prefere ir “devagar”. “Não podemos ir muito depressa porque o tombo pode ser maior”, refere a também estudante na Escola Alberto Sampaio, em Braga, que quer seguir gestão na universidade para “conciliar as duas coisas” que mais gosta.

Arménio Fernandes, pai de Joana e que funciona como uma espécie de “manager” da empresa, aponta que a Artesanato de Joana já emprega uma dezena de pessoas de forma indireta, mas que trabalham quase em exclusivo para a empresa.

Flávio Gomes Laser (c) FAS / Semanário V

Flávio Gomes, da Flávio Gomes Corte a Laser, é quem faz os cortes para a empresa de Joana e que contribuiu significativamente para o aumento de produção. “Faço um pouco de tudo”, conta o jovem de 23 anos, também de Cabanelas que começou com as peças de cortiça mas tem hoje um vasto rol de clientes.

“Trabalho cerca de 18 horas por dia com a máquina, e agora até ao fim de semana porque o trabalho está a ser em grande quantidade”, conta Flávio, que não gosta de “dizer não aos clientes” e tem sempre os pedidos da vizinha Joana, que também não tem mãos a medir.

“Enquanto somos novos temos de aproveitar”, refere o jovem empresário que está a pensar investir na compra de mais uma máquina de corte a laser, de maior dimensão e talvez para começar a contratar. “Quando estiver instalado no novo pavilhão que estou a construir”, atira.

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Fernando André Silva

Jornalista