Braga Cultura

Artes. Parlamento unânime em voto de pesar por escultora de Braga

Redação
Escrito por Redação

A Assembleia da República aprovou hoje votos de pesar por três personalidades que morreram no último mês: o capitão de Abril Álvaro Henriques Fernandes, o antigo deputado do CDS-PP Rosado Fernandes e a escultora bracarense Clara Menéres.

No entanto, apenas o texto do PS, pelo falecimento de Clara Menéres, mereceu a aprovação unânime da Assembeia da República.

O voto de pesar pelo falecimento do militar Álvaro Fernandes, apresentado pelo BE, foi aprovado com a abstenção das bancadas do PSD e do CDS-PP. Já o texto do CDS-PP, de pesar pelo falecimento do seu antigo deputado Rosado Fernandes, mereceu a abstenção do PCP e votos favoráveis das restantes bancadas.

A escultora Clara Menéres, de 74 anos, cuja vida e obra ficaram marcadas pela religiosidade, morreu em 10 de maio.

Maria Clara Rebelo de Carvalho Menéres nasceu em Braga, a 22 agosto de 1943, estudou escultura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde foi aluna de Barata Feyo, Lagoa Henriques e Júlio Resende.

Expôs individualmente pela primeira vez em 1967 e foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris entre 1978 e 1981, doutorando-se na Universidade de Paris VII em 1983.

Foi também investigadora do Center for Advanced Visual Studies do Massachusetts Institute of Technology (MIT) entre 1989 e 1991.

Iniciou a atividade pedagógica na Escola Superior de Belas Artes do Porto e, entre 1971 e 1996, foi professora da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde exerceu o cargo de presidente do conselho diretivo de 1993 a 1996.

Foi depois professora catedrática na Universidade de Évora, onde lecionou de 1996 a 2007.

Em 2016, o Santuário de Fátima assinalou o encerramento das celebrações do Centenário das Aparições do Anjo da Paz com a inauguração de uma escultura em bronze – “O Anjo da Paz” – da autoria de Clara Menéres.

No voto de pesar apresentado pelo grupo parlamentar do PS evoca-se Clara Menéres como “figura assinalável da vida cultural do país” e a sua obra “corajosa e vanguardista”.

Comentários

Acerca do autor

Redação

Redação