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Prado. Azulejos de prédio danificam carros e ninguém assume responsabilidade

(c) Mariana Gomes / Semanário V
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Azulejos de um prédio caíram em cima de carros que estavam estacionados, no largo Antunes Lima, em Prado. A Proteção Civil colocou proteções temporárias com o intuito de proteger os pedestres, porque os comerciantes não concordaram com o encerramento da rua. Até agora ainda ninguém assumiu responsabilidade pelos danos causados no passado mês de abril.

Segundo uma das pessoas cujo carro ficou danificado, Madalena Cunha, “a GNR comprova quehá várias queixas e esta situação é recorrente”. Devido às condições climatéricas adversas, os azulejos provenientes da fachada do prédio, que caíram previamente nas redes protetoras colocadas pela Proteção Civil, danificaram o carro devidamente estacionado.

Relatório GNR (c) Mariana Gomes / Semanário V

Após fazer queixa na GNR, que tomou conta do acontecimento no local, expôs a sua situação à Câmara Municipal de Vila Verde, “uma vez que a Proteção Civil está sob alçada da Câmara”. Madalena Cunha considera que o condomínio não é diretamente responsável pelos danos, porque “os azulejos já estavam na proteção, não caíram diretamente do edifício. Por isso, a responsabilidade dos danos devem ser atribuídos à Proteção Civil, uma vez que a proteção colocada é completamente ineficaz”.

Até hoje, ainda não recebeu uma resposta oficial da Câmara, mas após fazer uma reclamação à qual não recebeu resposta, o secretário do vereador responsável pelo pelouro da Proteção Civil confirmou que “a Proteção Civil indeferiu o pedido, com o argumento de que é da competência do prédio”.

(c) Mariana Gomes / Semanário V

“A Câmara não assume responsabilidade, nem dá resposta às reclamações. A obrigação de arranjar o prédio é do condomínio, mas quem deve pressionar ou aplicar sansões é a Proteção Civil. Não foi do prédio diretamente que caíram os detritos, foi da proteção mal colocada no local. Se a proteção não estivesse lá, os azulejos cairiam no chão, dificilmente chegariam ao carro. Se chegassem, responsabilizaria o condomínio.”

Alegadamente, o Município de Vila Verde sugeriu fechar a rua em questão para evitar danos, “mas os comerciantes locais não aceitaram”. De acordo com a GNR e a seguradora que tomou conta da situação, “já há mais casos referenciados e estes danos são recorrentes”.

Tendo em conta os casos frequentes, “o estacionamento deveria estar interdito”, mas até hoje continua aberto. “O edifício continua a precisar de obras, a rua continua aberta, a proteção é completamente inútil e ninguém toma medidas”.

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