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Economia. Braga “retira” aos bairros sociais para reabilitar lares e creches

Fernando André Silva

Chegaram a bom porto as negociações entre o grupo constituído pelos autarcas da zona Norte do país [Conselho Regional do Norte] e o Governo, com os autarcas a garantirem um bolo de 260 milhões através do programa Norte2020 e o Governo e ceder nas intenções de financiar bolsas universitárias com o dinheiro vindo do Programa Operacional Regional.

O Governo acabou por ‘subir’ a parada apresentada na passada semana, de cerca de 225 milhões, e que não tinha reunido aprovação por entre os autarcas da zona Norte, com Ricardo Rio, edil de Braga, a ser um dos mais críticos. Esta terça-feira, durante a reunião do Conselho Regional do Norte, foi aprovado o investimento de 260 milhões, enterrando assim o “machado de guerra” entre Governo e autarcas do Norte.

O reforço da verba vai ser retirado da Instituição Financeira de Desenvolvimento para gastar com três funções: “15 milhões para equipamentos sociais como creches ou lares, dez milhões para a área da saúde e cinco milhões para investir em escolas C+S.

Recorde-se que a partir do próximo ano, a gestão dessas escolas passa para as autarquias, sendo esta uma forma de prevenção para os autarcas garantirem desde já que há fundos para essa mesma gestão.

Outra novidade no que diz respeito ao investimento é a mudança de tipologia na reprogramação da eficiência energética nas infraestruturas públicas e habitação social. Segundo Eduardo Vítor Rodrigues, presidente eleito do CRN, apenas “Braga, Porto e Matosinhos” têm bairros sociais. O também presidente da Câmara de Gaia explica que estas três autarquias “abdicaram de parte do dinheiro da habitação social para financiar a reabilitação de equipamentos sociais como lares”.

 

 

“Em causa estarão projetos da responsabilidade das IPSS e não das câmaras” disse Eduardo Vítor Rodrigues em declarações ao jornal on-line “ECO”.q

De referir que este exercício de reprogramação, no caso do Norte, teve o envolvimento pessoal do primeiro-ministro, António Costa, que se mostrou sensível aos argumentos dos autarcas do Norte.

O autarca presidente do Conselho Metropolitano do Porto explicou que falou com António Costa e que este agilizou as negociações que resultaram numa reunião na passada sexta-feira onde foram as cedências que levaram ao acordo dos municípios.

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Jornalista