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Agrupamento 418 de Vila Verde. Há 45 anos a servir o próximo

45 aniversário Escuteiros de Vila Verde (c) Luís Ribeiro / Semanário V
Fernando André Silva

O Agrupamento 418 de Escuteiros de São Paio de Vila Vede celebrou no passado fim de semana o 45.º aniversário que contou com um jantar que reuniu antigos elementos e ainda com uma exposição de material antigo que remonta à fundação daquele agrupamento.

Andreia Cerqueira, chefe do agrupamento, explicou ao Semanário V o jantar juntou à volta de 55 pessoas. “Começamos as celebrações do aniversário com um jantar para antigos escuteiros que confraternizaram com alguns atuais”, explica, dizendo que durante o jantar ficou também patente a exposição. “Foram expostos diversos artigos sobre a fundação, entre as quais a primeira farda, que foi utilizada pelo primeiro chefe, Augusto Silva”, refere ainda.

A exposição foi montada pelo escuteiro Pedro Ribeiro, conhecido a nível nacional por ter uma, se não o maior espólio de artigos escutistas do pais. Para além do equipamento do primeiro chefe, foram ainda expostas outras fardas, mochilas, condecorações e diversos artigos pertencentes a alguns dos antigos escuteiros que compareceram no jantar.

O Semanário V falou com Luís Ribeiro, um dos escuteiros que levou material. “É verdade que tenho saudades de ser escuteiro e este jantar e a exposição fizeram-me recordar esses tempos”, diz o antigo escuteiro, recordando os tempos como “bem passados porque fazia parte da juventude”.

O antigo escuteiro revela que foi no agrupamento que aprendeu a palavra “respeito”. “Aprendi sobretudo a respeitar o próximo, a desenrascar-me sozinho, a dar valor à amizade e aos valores adquiridos para viver harmoniosamente com a sociedade e com a natureza”, explica.

A Andreia Cerqueira concorda. “É sempre bom juntarmos os antigos membros até porque alguns já sentiam falta destes convívios”, vincou, apontando a “vivavicade” atual do agrupamento. “Neste momento temos cerca de 40 elementos de idades que vão entre os 6 aos 22. A média de idades situa-se entre os 10 e os 14”, revela, apontando ainda uma maior vivacidade nos últimos três anos.

“O agrupamento cresceu bastante ao longo dos últimos anos, especialmente nos últimos três. A sede foi-se degradando desde a fundação e tivemos que fazer obras e recuperar as instalações. Também ao nível das atividades registamos um aumento significativo, conforme a disponibilidade dos elementos poderem participar. Acho também que fomos criando uma relação muito estreita com a comunidade paroquial”, diz Andreia.

Sobre o futuro, a chefe do Agrupamento 418 espera que haja quem os substitua. “Para o futuro do agrupamento, espero que haja gente para substituir os mais velhos. Espero que sejam formados cada vez mais jovens no espírito do altruísmo e nos valores bem vincados do escutismo e da fé”.

“Nós fazemos a diferença nas atitudes que tomamos diariamente, nas decisões que fazemos no nosso dia-a-dia. Só assim conseguimos tornar-nos melhores cidadãos. Nos escuteiros formamos e incutimos valores como o respeito pela natureza e o respeito pelo próximo, os valores da vivência escutista, os valores da fé. Tudo isso, na minha opinião, faz crescer um jovem para que se torne um cidadão e um ser humano bem formado”, termina.

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Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista