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Alerta. Burlões andam a cobrar coimas pela falta de limpeza de terrenos

Fernando André Silva

A Câmara de Vila Nova de Cerveira alertou hoje a população para a existência de burlões que alegam pertencer à proteção civil, cobrando coimas pela falta de limpeza de terrenos.

Em comunicado, aquele município do distrito de Viana do Castelo, explicou ter sido informado do caso de “uma mulher de 60 anos, residente no concelho, que foi contactada via telefone por alguém que dizia ser engenheiro da proteção civil, comunicando que tinha até ao final do dia para pagar uma coima, no valor entre os 300/400 euros, pelo incumprimento de limpeza de um terreno privado, sob pena de o valor triplicar no dia seguinte”.

“Para concretizar a burla foi dado um Número de Identificação Bancária (NIB) para o qual a vítima concretizou uma transferência. Só após a apresentação de reclamação na Câmara Municipal é que a pessoa em causa se apercebeu que tinha sido burlada”, especificou o município.

A autarquia adiantou que o serviço municipal de proteção civil está a alertar a população para a situação e acrescentou que, “por precaução” avisou os restantes concelhos da região.

Segundo aquele município, a informação foi transmitida ao Comando Operacional Distrital (CODIS) de Viana do Castelo, Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo, Gabinetes Técnicos Florestais de todas as Câmaras Municipais do Alto Minho e às forças policiais.

A Câmara Vila Nova de Cerveira esclareceu ainda que, “qualquer contraordenação emitida, quer pela autarquia quer pela GNR-Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA), apenas é enviada via correio para a residência dos visados”.

“Não existe, nem nunca existirá, qualquer contacto telefónico para pagamento de coimas”, frisou.

O município pede à população para estar “atenta e passar a palavra a familiares e vizinhos, para evitar a ocorrência de mais casos de burlas nesta matéria”.

“Fica ainda ao conselho que, na dúvida, antes de efetuar qualquer pagamento solicitado via telefónica, a população não hesite em ligar para a proteção civil municipal, GNR local ou para a Câmara Municipal”, reforçou.

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Jornalista