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Braga. Movimento cívico lamenta falha na política ambiental e deixa a questão: “Onde anda o PS?”

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Escrito por Redação

O movimento cívico Braga Para Todos veio a público “lamentar a falta de resposta do atual edil de Braga para a implementação de copos reutilizáveis nas grandes festas da cidade” e deixou críticas à oposição, a quem aponta inércia na reivindicação das questões ambientais. O movimento afirma que o atual executivo “não tem respostas [ambientais] para as grandes festas que a cidade afronta” [S. João e Noite Branca] e que “existe falta de políticas ambientais na cidade como se o pelouro do ambiente tivesse suprimido”.

Há cerca de um mês, o movimento de ação cívica lançou um apelo à Câmara de Braga para adaptar a utilização de copos reutilizáveis durante o São João, mas, segundo o movimento, a resposta foi sempre a mesma: “a questão foi encaminhada para a AGERE e para a associação responsável pelo evento”. No entanto, o movimento condena a “inércia” de Ricardo Rio e o “cansaço que acusa para os atos políticos” que “efetivamente mostram resultados”.

Segundo Elda Fernandes, porta-voz do movimento, Porto e Lisboa têm “medidas tomadas por políticos” enquanto em Braga “as situações são todas delegadas”. “Não somos nós que devemos abordar uma empresa público-privada, como a AGERE, ou uma associação. Nós fazemos questões que carecem de decisões políticas que efetivamente não parecem prioridade para Ricardo Rio. Milhares de copos de plástico na rua no dia do cortejo do Enterro da Gata não são problema, nem os milhares que podemos somar dos vários dias de festas que a agenda de S. João apresenta e da Festa Branca. Como é possível em outras cidades essa utilização ser uma decisão política e em Braga não”, questiona a porta-voz

“Não podemos aceitar uma política longe das pessoas e fomentada em festas e em especulações do crescimento da cidade, quando qualquer pessoa sabe que este é proveniente de outros fatores. Braga não pode continuar sem políticas ambientais, que transcendem em muito o uso dos copos reutilizáveis mas também a falta de gestão dos espaços verdes, sem qualquer segurança nem limpeza e por esse motivo locais que não atraem os bracarenses. Ricardo Rio afirmou ser diferente do anterior presidente, mas para isso precisa de ouvir as críticas construtivas e tentar fazer algo pela cidade hoje, e para o futuro”, diz o movimento.

O movimento afirma ainda ter que fazer “o trabalho que a oposição não faz”, e mostram-se disponíveis para trabalhar no terreno: “Vamos fazer o S. João Vegan em sinergia com a Comissão de Festas do S. João de Braga onde apresentamos uma solução simples para existir copos reutilizáveis a par da sensibilização que não teria quase custos para a autarquia”.

O movimento que propôs a criação da Casa dos Gatos, ambulância para animais e para implementação do CED- Captura-Esterilização- Devolução para controlar as colónias de gatos de rua, diz que essas tentativas falharam. “Estas três últimas foram promessas para novembro passado. Fica a questão no ar: onde andam os partidos ambientalistas? Onde anda o PS? Ninguém faz propostas, e isso não é bom para ninguém em democracia. Os políticos representam-nos e devem-no fazer com base no melhor para todos e não ignorando ações que são essenciais para o futuro do planeta, como o caso do plástico que é um grande problema para nós e para as gerações futuras”, apontam.

Elda Fernandes afirma que Ricardo Rio “pode fazer a diferença”. “Tal como Fernando Medina, em Lisboa, que está de acordo com medidas para redução gradual dos copos de plástico das festas de utilização única, o Braga para Todos sugere o uso de copos mais resistentes passíveis de várias utilizações e até personalizados. Braga pode e tem potencial para ser uma cidade modelo, a vários níveis. Podemos evoluir e criar a nossa marca ecológica e este ano seria perfeito para implementar o processo, que depois tenderá a progredir”.

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