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Ambiente. Praia fluvial de Merelim entre as cinco do país com pior qualidade de água

gi Braga 07/07/2010 - Praia fluvial de Merelim de S. Paio em Braga. foto Sergio Freitas/Global Imagens
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Escrito por Redação

Portugal tem 87,7% de zonas balneares com água de qualidade excelente, em 603 controladas, situação melhor que no ano anterior e acima da média europeia, mas cinco foram apontadas em 2017 com má qualidade, segundo a Agência Europeia do Ambiente, e uma delas estava em Braga.

O V esteve na altura na praia de Merelim São Paio e ouviu o proprietário do bar que serve aquela praia a propósito da qualidade da água. Segundo o empresário, as descargas que poluem o rio são alegadamente provenientes de uma fuga da AGERE, e que é algo que acontece com regularidade.

O empresário queixava-se ainda que as praias do Mirante e da Ponte do Bico (Soutelo e Amares) não são sujeitas a este controle de água e que isso não faz sentido, pois poderia servir para apurar de onde realmente provêm as descargas.

No conjunto das áreas portuguesas analisadas (2,8% do total das europeias), 80% são praias costeiras e 20% interiores. A classificação excelente foi obtida em 529 locais, ou seja, 87,7% do total, o que representa uma melhoria relativamente aos 85,1% do ano da época anterior.

Aquela percentagem eleva-se para 96,7% quando se trata de cumprir, pelo menos, as regras para a qualidade suficiente da água definidas pela União Europeia.

De acordo com a informação disponibilizada pela EEA (sigla em inglês da Agência), em 2017, em cinco zonas balneares portuguesas (0,8% do total, quando em 2016 era 0,7%) a água tinha uma qualidade má: três na costa (Zebreiros, distrito do Porto, Praia do Forte, distrito de Coimbra, e Gorgulho, na Madeira) e duas fluviais (Merelim S. Paio, distrito de Braga, e Foz do Lizandro, distrito Lisboa).

Em 15 situações não foi possível a classificação por não haver testes suficientes, por se tratar de uma nova área de banhos ou por ter havido alterações na área.

Nas praias costeiras, 97,7% apresentavam pelo menos uma qualidade de água suficiente, percentagem inferior quando se trata de zonas balneares interiores, de rio ou lagoa, que fica nos 92,7%.

A EEA concluiu que as zonas balneares europeias com uma classificação de, pelo menos, suficiente também registam um decréscimo ligeiro, de 96,3% em 2016 para 96% em 2017, “principalmente devido ao efeito das chuvas de verão nos resultados dos testes, assim como às mudanças da metodologia na Roménia e na Suíça”.

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