Braga

Direitos LGBT. Braga marcha contra a invisibilidade e contra a violência

Redação
Escrito por Redação

O coletivo Braga Fora do Armário (BFA) organiza sábado, 2 de junho, às 16h30, a VI Marcha pelos Direitos LGBTI+ – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero, Intersexo e Mais. Subordinada ao lema “Cidade do Silêncio: chega de invisibilidades, basta de violências!”, a marcha chama a atenção contra a atitude silenciadora e invisibilizadora da população LGBTQI+ na cidade de Braga e no país.

A marcha começa no Arco da Porta Nova, situado no centro da cidade dos arcebispos. Passará pela Sé Catedral de Braga, Câmara Municipal, Jardim Santa Bárbara, Rua do Souto e Avenida da Liberdade, terminando o seu percurso na Praça da República, onde será lido o Manifesto, que contém as principais críticas e reivindicações da população LGBTQI+.

O BFA marcha com orgulho, contra a vergonha imposta aos LGBTQI+ pelo silêncio da sociedade e contra a violência que ainda continua a persistir quando se mostram. “Marchamos nas ruas porque nelas fomos escorraçados, espancados, presos, julgados, vistos como doentes e executados ao longo de séculos de História. Em ruas de muitos países ainda o somos”, avisa. É perante este silêncio que muitas pessoas LGBTI+ saem das suas cidades, para poderem assumir-se longe dos olhares reprovadores. De destacar que o “suicídio ainda continua a ser muito prevalente entre pessoas LGBTI+ que se sentem isoladas.”

O coletivo luta para que todos possam viver “como são, sem vergonha de amar, desejar e relacionar-se com consentimento”.

“Os direitos são frutos das nossas lutas diárias e da nossa afirmação. Continuaremos a afirmar as nossas identidades, a denunciar publicamente todas as formas de preconceito, a lutar por direitos ainda não conquistados e exigir medidas governamentais para uma maior consciência pública”, conclui.

O BFA surgiu em 2013, depois da realização da I Marcha pelos Direitos LGBT, que juntou cerca de 300 pessoas. Desde então, tem vindo a realizar inúmeras atividades com o objetivo de debater, desmistificar e esclarecer dúvidas relacionadas com estas minorias, “que vivem ainda sob o risco permanente da discriminação, do insulto, da agressão e do ostracismo, quer a nível social e profissional, como também a nível jurídico e religioso”.

O coletivo Braga Fora do Armário

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