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Engenheira de Braga vive “trabalho de sonho” no coração americano da Microsoft

Fernando André Silva

Catarina Macedo nasceu e estudou em Braga, especializou-se em Lisboa e é hoje figura de destaque na indústria dos videojogos em Seattle, nos Estados Unidos da América, onde desempenha funções de gestora de programas (Program Manager) do departamento da consola de videojogos Xbox, na Microsoft, estreitando ligações entre o desenvolvimento dos jogos e a comunidade de jogadores à volta do Mundo.

Em entrevista exclusiva ao Semanário V, e disponível por inteiro na edição impressa que já está nas bancas, Catarina, licenciada em engenharia informática na Universidade do Minho, revela que já trabalha com aquela gigante da indústria tecnológica desde 2013, quando terminou o mestrado em engenharia informática no IST de Lisboa, estando há dois anos em Seattle.

“Estou há quase dois anos nos EUA e tem sido uma experiência incrível pois vir trabalhar ou estudar para cá era um sonho já com muitos anos”, conta revelando uma expansão de “horizontes e mentalidade por estar exposta a pessoas, culturas, experiências e vivências tão diferentes”.

Catarina Macedo ocupou diferentes cargos dentro da Microsoft, tanto em Portugal como nos EUA, até que chegou ao “trabalho de sonho” pelo qual lutou e trabalhou nos últimos doze anos

Catarina Macedo é responsável por um departamento que interagem com a comunidade online da Xbox

A trabalhar na Xbox como plataforma, parte das funções da engenheira passam pelas experiências que, como jogadora, gostaria de ter ao dispor, assim como de estar próxima da comunidade de jogadores ao redor do globo para que possa saber os seus anseios e sugestões e, depois, torná-los realidade.

A liderar uma equipa responsável por diversas áreas, a mesma assegura que os serviços da Xbox Live estão todos a funcionar corretamente, enquanto pensam sobre novas ideias no espaço social.

“Tem sido tudo aquilo que uma pessoa espera de um trabalho de sonho: divertido, desafiante, com colegas extraordinários, com oportunidades de aprendizagem e evolução, motivador”, atira, apontando a Microsoft como uma “empresa que se preocupa com os seus trabalhadores e proporciona oportunidades para se explorar diferentes cargos até descobrirmos onde podemos criar o maior impacto e trabalhar nas nossas paixões”.

Apesar de estar em Seattle e sem planos de regresso, a gestora de 28 anos mantém-se atualizada com os acontecimentos de Portugal e de Braga

“Temos uma Universidade [do Minho] com cursos, professores e projetos extraordinários, uma cultura nas camadas mais jovens de ‘fazer acontecer’ e projetos que estão a dar oportunidade a essas pessoas para concretizarem as suas ambições, como a Startup Braga que tem sido extremamente bem sucedida”, aponta Catarina, recordando ainda as LAN Parties em casas de amigos em Braga aos fins de semana que “era uma constante, principalmente a jogar Halo e mais tarde Gears of War”.

Penso que Braga tem dado os passos certos para se tornar um local de peso na indústria tecnológica

Catarina Macedo na sede da Xbox, em Seattle

“Braga é a minha cidade, e Lisboa foi provavelmente a que mais gostei de morar. Seattle é fascinante, mas penso que prefiro as cidades mais quentes da Califórnia aqui nos EUA”, diz, quando questionada sobre as diferenças entre as urbes onde viveu.

“Todas têm algo diferente a oferecer e honestamente, o mais importante são as pessoas: eu quero estar onde as pessoas mais importantes para mim estão. Não me vejo a sair de Seattle tão cedo pois adoro o meu trabalho e os amigos que tenho aqui”, revela.

Catarina Macedo participa em conferências um pouco por todos os EUA

Sobre o futuro dos videojogos e a relação ‘nem sempre fácil’ entre jogadores adolescentes e os pais, Catarina Macedo aponta que “deve haver sempre acompanhamento dos pais, tanto em relação ao tempo que os filhos passam a jogar como em relação ao tipo de jogos”.

“Mas faço questão que se aborde este tema de forma equilibrada”. Jogar e trabalhar na indústria dos videojogos é inclusivamente um trabalho para milhões de pessoas no mundo hoje em dia, recorda Catarina apelando a uma “oportunidade de desenvolver essas paixões nos mais novos”.

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Jornalista