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Ambiente. Braga quer investir 20 milhões em nova ETAR

Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

No dia Mundial do Ambiente, o Município de Braga, em conjunto com a empresa AGERE, realizou um ‘open day’ à ETAR de Frossos, onde Ricardo Rio apontou como o próximo grande objetivo do Município de Braga o investimento numa nova Estação de Tratamento de Águas Residuais. Salientou, ainda, que o projeto está estruturado e à espera de financiamento comunitário. Além de Ricardo Rio, a iniciativa contou com a presença do administrador da AGERE, Rui Morais.

O investimento na obra são cerca de 20 milhões de euros e o projeto já foi apresentado ao ministro do Ambiente, na sua visita recente a Braga, e à APA (Agência Portuguesa do Ambiente), para que as condições para a obra avançar possam estar reunidas o mais cedo possível. Ricardo Rio aponta este projeto como uma “necessidade premente”. “A nova ETAR é um projeto absolutamente fundamental. Está nos planos desde 2013 e está à espera do financiamento, porque se trata de um investimento muito considerável”, refere o autarca.

Com a nova ETAR é pretendido criar condições para que a cidade possa continuar a crescer, “porque esta ETAR de Frossos tem erros de concessão e de montagem originais, que têm vindo a ser corrigidos, mas que não são totalmente elimináveis”. Segundo o autarca de Braga, Ricardo Rio, o projeto está finalizado, contudo falta a componente do financiamento para avançar com a construção.

O administrador da AGERE espera poder contar com fundos comunitários, “porque estamos a falar de um investimento de cerca de 20 milhões. Portanto, tudo que seja possível conseguir através do investimento de fundos comunitários, é uma ajuda”. Rui Morais revela que o grande desafio é “construir uma nova ETAR que acabará com todos os problemas relativamente à questão dos cheiros e, também, do desaguar na ribeira de Panoias ou no rio Torto, dos afluentes que saem da própria ETAR”.

Após as críticas feitas pelos moradores de Frossos devido aos maus odores provenientes da ETAR, foi feito um investimento de um milhão e trezentos mil euros “na melhoria de várias componentes e de etapas do processo da própria ETAR”. “O objetivo dos melhoramentos deste investimento de um milhão e trezentos mil euros é de minimizar o impacto sobre a envolvente, não só do ponto de vista estético, mas também da libertação dos odores. E isso é muito vantajoso, porque era um de muitos fatores de queixa da população aqui residente”, explica Ricardo Rio.

O investimento na melhoria da ETAR permitiu “deixar de ter um tratamento químico sobre a parte do afluente gasoso e passar a ter um filtro natural, através da casca de pinho e, com isso, ajudar no ambiente”. Além de outras coisas, foram feitas melhorias de eficiência “que permitem agilizar mais o processo em termos de odores e do desaguar na ribeira de Panoias ou no rio Torto”.

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Jornalista