Braga

Ambiente. Braga preocupada com ameaça da ‘vespa das galhas de castanheiro’

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Agência Lusa
Escrito por Agência Lusa

A Câmara de Braga apoiou este ano cinco largadas de combate à ‘Vespa das galhas do castanheiro’, uma praga “muito recente e agressiva” que tem afetado a produção de castanha, informou hoje o município.

Em comunicado enviado, a autarquia explica que a ação foi realizada em a colaboração da RefCast (Associação Portuguesa da Castanha) e da Direcção Regional de Agricultura do Norte, fruto da adesão do Município de Braga ao protocolo BioVespa, que visa a luta biológica em focos de infestação.

A vespa da galha do castanheiro (Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu) é um inseto minúsculo, originário da China, que ataca os castanheiros, causando a formação de galhas nos gomos e nas folhas.

Provoca, assim, a diminuição do crescimento dos ramos e impede a frutificação, conduzindo ao declínio e morte dos castanheiros. Foi detetado em Portugal, no Entre Douro e Minho em 2014 e em Trás-os-Montes em 2015.

“Atendendo a que é uma praga muito recente, agressiva e, perante os conhecimentos técnicos actuais, o tratamento químico é ineficaz e tem um impacto negativo no ambiente. Até ao momento, a luta biológica apresenta-se como o meio mais eficaz com a realização de largadas sucessivas de populações do himenóptero Torymus Sinensis, que é o parasitóide das larvas da vespa da galha do castanheiro”, explica o vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa.

“Este será um trabalho que poderá durar anos, até que a natureza atinja o seu próprio equilíbrio ecológico e esta praga se situe em níveis que não sejam tão nefastos para a produção local”, sustenta o responsável, adiantando que estão a ser desenvolvidos estudos por especialistas com espécies nativas para uso futuro na limitação natural desta praga.

O município de Braga “está atento a estas situações no panorama agrícola e esta é mais uma praga que beneficia das alterações climáticas cada vez mais presentes e às quais temos todos que estar vigilantes”, conclui Altino Bessa.

As largadas foram feitas em cinco locais do Concelho (Escudeiros, Morreira, Crespos, Palmeira, Este S. Pedro) validados com um nível de infestação elevado, tendo sido já duas realizadas em 2016 e 2017.

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