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Vila Verde. População em sobressalto teme fecho do centro de saúde do Vade

Fernando André Silva

A população das freguesias mais a norte do concelho de Vila Verde está em sobressalto devido a rumores que dão como certa a deslocação temporária dos serviços prestados pela Extensão de Saúde da Portela do Vade, que vai entrar em obras, para o Centro de Saúde de Vila Verde. O Semanário V apurou junto de fonte da ARS Norte que essa situação é uma forte possibilidade a partir já do próximo mês.

Os populares criaram um abaixo-assinado que está a circular por várias freguesias para evitar essa deslocação e solicitaram uma reunião com António Vilela na Câmara de Vila Verde, mas o mesmo terá recusado por não querer criar “espalhafato” no dia da inauguração das festas de Santo António.

O edil garantiu no entanto que se vai encontrar com os representantes do abaixo-assinado esta sexta-feira à tarde, na Portela do Vade.

O edifício da ES da Portela do Vade, situado na antiga escola primária daquele lugar da freguesia de Atães, serve utentes de todas as freguesias da União do Vade, Aboim da Nóbrega e Gondomar e ainda alguns lugares de Barros.

O edifício vai sofrer uma requalificação no valor de 300 mil euros para dar melhores condições aos utentes, mas os mesmos estão com medo que o centro de saúde não volte a abrir e que fiquem permanentemente obrigados a deslocações até Vila Verde sempre que necessitarem de ir ao centro de saúde.

Um habitante de Gondomar, onde a maior parte da população tem mais de 70 anos e não conduz, terá de gastar cerca de 40 euros na deslocação de táxi (ida e volta), para além de ficar a cerca de 20 minutos de viagem, fruto da EN 101 ainda não ter uma variante a ligar ao norte do concelho.

O Semanário V falou com alguns dos promotores do abaixo-assinado que preferiram esperar pela reunião de amanhã para prestar declarações. No entanto, ao que o V apurou junto de alguns signatários do mesmo, a população recorda a situação da antiga escola primária de Covas, que fechou para entrar em obras e não mais voltou a abrir.

O Semanário V falou com Carlos Cação, presidente da Junta do Vade, que preferiu remeter declarações para a reunião de amanhã, junto da população. No entanto, o autarca salienta que “mais do que ninguém, vai lutar pelos interesses da população do Vade”.

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Jornalista