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Rui Silva (PSD) quer melhores praias e invoca nostalgia na Assembleia da República

Fernando André Silva

Rui Silva, deputado do PSD, questionou o Partido Ecologista Os Verdes (PEV) em relação ao projeto apresentado por estes que pretende dotar as pequenas praias do país com nadadores-salvadores. No final da intervenção, o deputado surpreendeu o plenário da Assembleia da República com a declamação de uma homenagem nostálgica à praia de outros tempos que terá sido escrita pelo próprio.

A propósito do projeto divulgado pelos Os Verdes para a criação de postos de nadadores-salvadores em praias que não estejam concessionadas, o deputado refere a pertinência do projeto e do tema, concordando com o debate sobre o futuro das “nossas praias” mas salienta que a contratação de nadadores-salvadores para praias não concessionadas, pagos pelo Estado, não será o caminho certo. Rui Silva diz que essas mesmas praias têm de ser alvo sim de uma melhoria de infraestruturas para que possam ser concessionadas, resolvendo assim o problema de falta de nadador-salvador.

O deputado e líder do PSD de Vila Verde refere que essa gestão das praias, entregue a privados, evitaria custos significativos ao Estado nos salários de um putativo número elevado de novos trabalhadores, questionando a deputada Heloísia Apolónia, líder do partido ecologista, se sugere que esses nadadores-salvadores sejam pagos a recibos verdes, tendo em conta a “sazonalidade” da profissão, prevendo que o mesmo partido, numa fase posterior, se irá queixar do estado de precariedade desses mesmos trabalhadores.

Rui Silva aponta as “autarquias locais” como verdadeiras conhecedoras das praias de cada concelho, as zonas balneares de excelência, o fluxo de banhistas e condições necessárias para essas mesmas praias. “Queremos nadadores salvadores mas também queremos acessos adequados, ordenamento dos estacionamentos e tudo o que se exige para praias modernas e atrativas”, referiu Rui Silva.

Acusado a nível local pela oposição política e por alguns membros do próprio partido de ser pouco interventivo, Rui Silva acabou por surpreender todo o plenário ao terminar a intervenção da última terça-feira com uma prosa liricista, aparentemente inspirada numa praia dos anos 80/90, falando na bola azul da Nívea, no gelado de baunilha e chocolate e até da “língua da sogra”. A intervenção foi aplaudida pelos colegas parlamentares do PSD e causou alguma estupefação na bancada afeta à esquerda.

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Jornalista